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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Mudanças
Antes de prosseguirmos a leitura desse editorial, por favor verifiquem a última página desse exemplar de Magnum, pois a antiga sessão “almanaque” que enfoca curiosidade no mundo das armas foi substituída por uma historieta de Rombo & Pacífico, personagens criados pelo cartunista João Antonio R Garcia, o qual assina “Jão”.
Rombo & Pacífico representam os dois mais típicos leitores de Magnum, quais sejam o jovem naturalmente mais agressivo na defesa de suas posições e Pacífico, um pacato senhor de meia idade, sóbrio em suas atitudes. Cada um a sua maneira irá viver situações possíveis de ocorrer com aqueles que apreciam “Armas e Munições” sempre com toques de humor e por vezes, levados a situações estremas, como aquela vivida nesta sua primeira aparição em nossas páginas.
O fato de em breve o porte legal de armas de fogo em nosso país ser elevado à condição de crime inafiançável (conforme expusemos em nosso editoria Magnum nº 39 e comentamos juridicamente na seção “legislação” da edição passada...
A ARMA LONGA
Desde nossas meninices que muitos de nós tivemos acesso a Armas de Pressão (aquelas as quais denominávamos, como leigos que éramos, “espingardas de chumbinho” ou “espingardinhas de chumbo” – e que nem de longe imaginávamos serem carabinas de ar comprimido), tendo então sido essas as primeiras armas a manusearmos, ou seja, Armas Longas, já que rarissimamente víamos uma “pistola de pressão”; e as únicas de que nos lembramos eram, efetivamente, alguns poucos exemplares de Walther de cano aparente (uma LP Model 53, vendida em leilão em dezembro do ano passado por US$ 196,000 e “orgulhosamente” empunhada em fenomenal “mico” por Sean Connery, nos primeiros pôsteres dos filmes de James Bond, como se fosse uma Arma de Fogo) ou, ainda, uma ou outra tosca cópia norte-americana de 1911 (Marksman), até que surgissem as nacionais Urko.
Fato é que aproximadamente 95% das Armas de Pressão aqui disponíveis eram, sem dúvida, carabinas (Urko, CBC e Rossi) – razão pela qual existe uma intrínseca afinidade por Armas Longas por aqueles que viveram os anos 60 e 70 e que hoje formam um grande contingente de nossos Leitores. Tais assertivas nos levaram a produzir este Especial, no qual figuram fuzis, carabinas, espingardas e até metralhadoras de mão; e a escolha dos modelos aqui reproduzida tem como base a aceitação daqueles que nos acompanham – algo bem
demonstrado pelas vendas “esmagadas” dos exemplares de MAGNUM que continham estas armas.
Assim, Você poderá se deliciar com estas revisitas a reportagens que, em parte, foram realizadas no Exterior (ou, no caso de não tê-las lido, apreciá-las em primeira mão): High Standard M10B, uma espingarda orientada basicamente à utilização policial; Remington M870 – realmente uma “pump” que dispensa apresentações, tamanha a sua fama; SAF e Mini SAF, duas metralhadoras de mão chilenas que primam por empregar certas soluções provadas em outras marcas; M 16 x AK-47 – indiscutivelmente os dois mais famosos fuzis de assalto do mundo.
O futuro (negro) dos antiarmas
Tão cegos e surdos estão os antiarmas modernos que apenas entenderão o valor das armas de fogo em mãos honestas quando as residências forem invadidas por marginais, esposas e filhas estupradas até nos próprios domicílios e os filhos, assim como os pais, tornarem-se completos cordeiros de estados falidos. Talvez os atuais antiarmas queiram mesmo isso com seu descabido radicalismo, uma vez que suas atitudes agora também mostram a total falta de respeito que tem até pela própria vida e a de seus familiares...
Nós que já temos nossas armas de fogo saberemos como defender nossa vida e de nossos familiares, e o que essa gente não se dá conta é que estão criando um futuro problema muito grande para si próprios e, o que é pior, para seus familiares.
Muitas vezes nossos editoriais citaram o interesse (alguns podem até chamar isso de amor), por certos tipos de Armamento, da parte de nossos Leitores - fato esse que originou a maior parte de nossas publicações Especiais (aquelas nas quais um certo tipo de arma é trazido à luz através de Testes e Apresentações), onde o interesse maior é agrupá-las de modo a fazer com que o interessado em determinadas classes de Armamento possa ter um vislumbre de algumas delas reunidas em um só compêndio.
E, com tal pensamento, há alguns anos iniciamos nossa produção dos chamados Especiais; e os resultados foram altamente positivos, abarcando não somente novos seguidores de MAGNUM, mas também aqueles que, a partir de tal orientação, buscam especificidade de detalhes quanto a determinados tipos de armas sem ter que recorrer a tal busca entre mais de uma centena de revistas publicadas desde então.
Dentro de tal linha de ação, muitos foram os temas por nós abrangidos, tais como Revólveres, Pistolas, Carabinas, Fuzis, Metralhadoras de mão etc. - todos eles com plena aceitação, incluindo muitas vezes peças de relevado interesse histórico. E saiba que os itens de cada uma dessas publicações foram pinçados, em reuniões de pauta, à voz da aceitação maior por parte daqueles que a nós se acostumaram - às vezes até com mais de vinte anos de “seguimento” de nosso trabalho.
Em termos bastante práticos, o que temos de norma - hoje e há bom tempo - é mais do que o sufi ciente para garantir tranquilidade acerca da posse e, inclusive, acerca do porte de arma de fogo no Brasil. Não, não (!). Nós de MAGNUM não estamos cegamente otimistas, tampouco estamos demonstrando ter deixado que o tempo abafasse nosso senso crítico. Não estamos anestesiados, muito menos corrompidos.
Ocorre que - sim (!) - todos nós amargamos juntos uma catástrofe normativa, porém isso não se deve mormente à raiz, à norma do Legislativo, mas à regulamentação dada pelo Executivo, operada via decreto.
O Poder Legislativo maliciosamente preparou e o Poder Executivo, mais maliciosamente ainda, abraçou as oportunidades e fez gols. Gols contra, é claro, posto terem sido nossos últimos presidentes todas figuras que jogaram e sempre jogariam contra a própria camisa. E só Deus sabe de todos os seus infectos porquês.
De todo, projetos de normas dispostas a inovar, nas circunstâncias presentes, derrubando o Estatuto do Desarmamento, poderiam agravar, ainda mais, a situação. Basta olhar para nosso Legislativo e traçar os cenários prováveis... e mesmo os improváveis. Dá para confiar, de novo, nesse existente conjunto de “senhores”, como regra uma poderosa equipe de desarmamentistas ? É olhar para o substitutivo em que se tornou aquele outrora louvável projeto de lei do deputado Peninha. Um projeto que foi pensado para ser música erudita e, hoje conspurcado, mais se assemelha a funk de calão.
Adequados decretos, acertados decretos, bons decretos podem modificar as tônicas imperativas de quase tudo o que a norma pretendeu de dano e danoso. Decretos oriundos - pois sim (!) - de um chefe de Executivo que jogue a favor da camisa, jogue com força, jogue sob convicções autênticas e sobre louváveis elementos de pavimentação de propósitos. Decretos oriundos - quem sabe (..?) - da caneta de um certo Capitão... quem sabe ?
Como em “O Pássaro Azul”, a felicidade quase sempre está bem mais perto do que fantasiamos. Logo ali - muita vez -, no quintal da sofrida e modesta casa em que, hoje sob altíssimos e desproporcionais custos, cada um de nós reside.