Fotos, Vídeos, Avaliações, Eventos, etc
MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Nossa Conquista
Nestes tempos de tão raras boas notícias, acreditamos que seja salutar dividir com os leitores um pouco de nossa alegria e paz de espírito , ao termos certeza de – com esta 6a edição da Revista Magnum – saber que a parte mais dura de nosso trabalho como Editores (neste país de tão pequenos índices de leitura) foi concluída.
Assim como acontece com os “guarda-metas” - antigamente conhecidos por goal keepers e hoje chamados de Goleiros - na profissão de Policial há pouco lugar para erros, pois sempre haverá alguém, a posteriori, a “meter o pau” na atuação desses Profissionais, principalmente os que ignoram os meandros técnicos que norteiam o trabalho deles.
Assim, é nosso dever lembrar, primeiramente, de uma quadrinha muito válida em horas como essas: “das coisas que me recordo/há uma que me entristece:/quando acerto ninguém lembra/quando erro ninguém esquece”.
Onde ficaram os inúmeros acertos da Polícia? Desse modo, logo após o início do incidente envolvendo os jovens de Santo André (grande São Paulo, SP); e praticamente em concomitância a um enfrentamento entre Polícias aqui neste Estado, em função de sempre negada entrevista com o Governador visando necessárias melhorias salariais, surgiram os “bosquejadores de plantão” tentando explicar, com nomenclatura errônea e absoluto despreparo quanto aos assuntos em pauta, sequências nas quais os menos citados foram, efetivamente, os responsáveis pela tragédia final de uma situação de reféns.
Ninguém duvide que ingerências externas baseadas numa tentativa de “ficar bem” acabaram por desalinhar o trem da Inteligência, dando lugar a conjeturas que não passariam pelo mínimo exercício da Lógica. A embasar tal assertiva, observe as seguintes considerações:
O governo de São Paulo - incapaz de reconhecer situações nas quais a alternativa letal deve ser considerada - sempre acha estar fazendo o melhor quando pede (ou ordena?) que uma ação dessas se prolongue até a exaustão (ou que deixe de ser notícia) e torce para que a opinião pública não venha a crucificá-lo no day after. Foi assim no episódio do Carandiru e em tantos outros onde “vilões politicamente incorretos” foram elencados da noite para o dia.
Editoriais costumam ter um título e discorrem sobre de ter mi na do assunto ou múltiplos assuntos, relacionados ou não entre si, se o título assim o sugerir.
Porém, em função das últimas e funestas ocorrências em nosso país, há tantos assuntos importantes que é mui to difícil elaborar um editorial com somente um título e, se fosse realmente necessário colocar apenas um aqui, ele tal vez fosse um tropicalista “Geléia Geral”, ou ainda um carnavalesco “Samba do Crioulo Doido”, ambos títulos de músicas genuinamente nacionais e de grande sucesso.
Continua...
Estamos aqui novamente, agora com a segunda edição da Legislação Brasileira sobre Armas e Munições. Nesta edição procuramos atualizar e legislação e complementá-la nos assuntos que foram omissos na primeira edição.
Houve também uma preocupação em melhorar a diagramação, o índice e a abertura dos capítulos a fim de facilitar a consulta a esta obra.
Em minhas andanças pelo interior do País, foi com grata satisfação que encontrei várias pessoas fazendo alusão ao nosso trabalho, isto certamente nos estimulou a continuar. Entretanto, foi com pesar que comprovei a incredulidade de nosso povo nas Leis. Foi de estranhar ouvir frases com “o delegado me aconselhou a comprar uma arma fria”, é mais fácil ter uma arma “cabritada”, pois para regularizar a mesma é muito complicado e a gente ainda corre o risco de perder a máquina para os homens.
Não devemos esmorecer!
A comunidade brasileiras dos apreciadores de armas de fogo deu, por conta do ameaçador projeto antiarmas que tramita no congresso nacional excelente demonstração de união e força. Por todo o país formaram-se grupos de pessoas que trabalharam (e ainda trabalham) arduamente para preservação de uma das mais básicas liberdades individuais de um povo: o direito a defesa.
Felizmente, graças a esse trabalho todo considerável parcela da população brasileira que não estava desperta para o problema em si sensibilizou-se e tomou partido a favor daqueles que apreciam as armas e que querem tê-las, desde que devidamente regularizadas.