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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
A Bomba Européia
No final de dezembro do ano passado, recebemos bombástica missiva do Sr Pierangelo Pedersoli, proprietário da segunda maior empresa italiana produtora de réplicas de armas de fogo do século passado, a grande maioria das quais atuando com Pólvora Negra. Além desta posição o Sr Pedersoli é também presidente do importantíssimo Consórcio dos armeiros de Brescia, cidade italiana que notabilizou-se como grande centro europeu de armas de fogo.
A longa carta (cuja foto de sua duas páginas ilustrativas desse editorial) refere-se ao dispositivo na portaria nº 103, de 04/03/1993 a qual em seu capítulo 5 – sistemática de importação de armas, parágrafo de, impede a importação de armas de antecarga. Como a carta original está em idioma italiano, pedimos a atenção dos senhores para a tradução da mesma.
“Gardone, 12/12/1993 Prezados Senhores: há vários meses recebemos convite para inserir publicidade em sua bela revista e estamos particularmente honrados por seu contato direto.
Obedecer às Leis
Nas palavras do Dr Roberto Campos, conhecido economista e diplomata, além de ex-deputado federal, senador e ministro do Planejamento, nosso país está cheio de trágicas estatísticas, sendo o maior exemplo aquela que diz respeito ao número de mortes por crime, igual aos do s acidentes de trânsito. Ele também discorre sobre nossas restritivas leis referentes à compra e ao porte de armas, lembrando que os bandidos não compram armas em lojas, obtendo-as pelo contrabando, como subproduto do tráfico de drogas.
Para ilustrar seu ângulo de observação, o ilustre economista baseia-se na quantidade estimada de pistas de pouso clandestinas de nosso território (aproximadamente 1200, principalmente nas áreas fronteiriças) e prevê que o projeto SIVAM, o qual permitirá o monitoramento por satélite do contrabando de drogas e armas, fará muito mais para a repressão da violência do que o projeto governamental de desarmar cidadãos inocentes.
Uma última chance
Escócia: Homossexual mata 16 crianças na escola.
EUA: Mais um louco invade lanchonete dando tiros.
Austrália: Louco mata 34 turistas
Brasil: Estudante reprovado invade universidade e mata o diretor
Nos últimos 90 dias, estas foram algumas das principais manchetes dos diários e telejornais aqui no Brasil e no resto do mundo.
Discussões à parte sobre o aspecto psicossocial do porquê esses fatos ocorreram (e, muito infelizmente, irão continuar ocorrendo), alguns conceitos menos teóricos merecem ser comentados.
O primeiro deles diz respeito à insanidade humana comprovadamente contida nos casos mencionados, totalmente imprevisível e que – eclodindo com violência – fez vítimas fatais, as quais não tiveram a mínima chance de defesa.
Você quer isto?
Vamos desarmar o Brasil.
No início de 1992 intensa campanha publicitária do governo do estado de São Paulo ‘inundou” ruas a avenidas das principais cidades com “outdoors”: e como o acima; as delegacias de polícia com cartazes similares e, em paralelo, se aumentaram as taxas relativas ao registro e obtenção do porte de armas de fogo, tudo demagogicamente objetivando desarmar o cidadão honesto e trabalhador, ao invés dos marginais.
Aqui em São Paulo a coisa toda “acabou numa gigantesca pizza” e a violência urbana continuou, em 1993 o estado de São Paulo tendo (atenção!) registrado o maior índice de aumento da criminalidade de sua história, em termos percentuais em relação ao total de habitantes, segundo dados da própria secretaria estadual de segurança pública, exatamente divulgado pelos diários e telejornais.
Apaixonado e grande conhecedor que é de Browning, Winchester e tudo o mais que a eles diz respeito, Caio Wolff Bava entrega seu melhor nesta obra que decerto irá agradar a todos os aficionados por Velho Oeste e também àqueles que prezam uma boa engenharia aplicada a armamento.
Como se não bastasse, o estilo altamente peculiar deste autor é entremeado de citações as quais, não raro, levam o Leitor a com ele viajar através de outras épocas e, desse modo, reviver o passado, desbravando em conjunto as nuances que compõe várias gerações de excelentes armas – imbatíveis no que se refere à aplicação para a qual foram delineadas.
Ao unir os dois nomes citados, Bava praticamente define as “pontes” que selaram tal união; e o faz de maneira a transportar para o papel toda uma experiência adquirida por anos de contato com exemplares de contexto desta publicação especial de MAGNUM.
Assim, só me resta convidar o Leitor para que desfrute desta prazerosa leitura e também das ilustrações nela colocadas, visando a melhor compreensão dos assuntos expostos. O fiz e garanto que serão horas – ou dias – de extremo prazer, em dependência da velocidade com a qual se “ataque” este material ora em mãos. Além disso, o caráter do escrito fará com que ele sempre sirva de fonte de consulta, razão pela qual deve ser guardado com muito carinho após a leitura.