Fotos, Vídeos, Avaliações, Eventos, etc
MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
O grande erro de Bill Clinton
Em maio deste ano o mundo soube da 4ª tragédia envolvendo adolescentes com armas de fogo em pouco mais de 8 meses e no segundo mandato do presidente Bill Clinton.
Curiosamente, isso ocorreu poucos dias depois que o político maior dos EUA anunciou que também proibiria a importação de armas longas semiautomáticas que se pareçam de dotação militar e totalmente automáticas, ou seja, aquelas lá conhecidas como fuzis de assalto, como se isto, a aparência da arma, tivesse alguma importância. Como se percebe mais uma idiotice presidencial dele para “premiar” algum grupelho político dos EUA que se intimida com a aparência e não com a verdadeira potência do artefato.
Depois do episódio de apreensão de Armas de Fogo legalmente importadas no Rio de Janeiro (RJ) em 11/07/95 para onde caminhará Colecionador honesto?
A imprensa brasileira tem o direito de continuar sensacionalista?
Que estranha ilusão é essa das campanhas de desarmamento? Como se pode imaginar que a ausência de armas de fogo em mãos de cidadãos honestos trará o fim da violência?
A quem interessa a clandestinidade de brasileiros que apreciam armas de fogo?
É correto nossos esportistas do tiro continuar a competir internacionalmente em desigualdade de condições?
Quem responde essas questões?
Após o sucesso que foi a edição 1 das armas que foram interessantemente chamadas “objetos de desejo”, cá estamos com a edição 2 sobre o interessante assunto que são as Metralhadoras de Mão (nomenclatura oficial para algo que é pelo leigo comumente denominado “submetralhadoras”) ou, simplesmente, “Mtr M” ou “subs”.
Seja no calibre que é quase unanimidade mundial para tal tipo de Armamento (9 mm Parabellum/9 mm Luger/9 x 19 mm) ou nas outras opções mais comuns existentes (.40 S&W/.45 ACP), as metralhadoras de mão são, efetivamente, instrumentos de grande utilidade quando empregadas de modo correto e, além disso, figuram entre as armas mais prazerosas de se disparar – mormente quando o Atirador é com elas familiarizado!
A mística ligada a tal tipo de Armamento é, de certo modo, baseada no poder de fogo que ele é capaz de oferecer ao Usuário e, também, pela interessante sensação de poder que ele proporciona - algo que somente quem dele faz uso ou, pelo menos, teve a oportunidade de experimentar, pode afirmar!
Compactas e muito letais, as Metralhadoras de Mão cumprem seu papel em mãos de Militares e Policiais, seja em teatros de guerra ou nos tempos atribulados que ora vivemos, quando elas têm papel preponderante no combate à marginalidade - onde são utilizadas, por vezes e i n felizmente, contra bandidos mais bem armados do que aqueles que os enfrentam.
Contudo, como o escopo deste Editorial é discorrer sobre o assunto que deu origem a mais este Especial de MAGNUM; e não aqui criticar.
Convidamos o Leitor a passar para a leitura desta excelente segunda compilação de mais algumas dignas representantes do conceito-base de Metralhadoras de Mão!
Os Editores
Não é fase para desentendimentos. Por mais que haja todo um contingente que, estagnado no tempo, se valha de hinos arrogantes e provocativos como “...se cuida, imperialista, a América Latina vai ser toda socialista...”, por mais que haja isso e tomemos conhecimento, salivando de vontade de brigar, fato é que não dá.
Não há mais tempo nem lugar para isso.
Estamos no fi m dos anos 2010. Neste 2018, comemoramos 1 século desde o armistício da Primeira Grande Guerra. No dia de hoje, estamos precisamente a 1 ano, 8 meses e 3 dias do início dos anos 20 do século XXI. Não existe mais circunstância para separações internas. Não mesmo. Principalmente num país que conserva algum significado perante o mundo justamente em função da extensão de seu território e do milagre da língua única.
Embora somente meia dúzia dos nossos ainda transite por arrabaldes das teorias falidas e ineficazes do comunismo-socialismo, ou tateiem seus limites, fato é que nós, que entendemos a saudável satisfação que traz o universo das armas de fogo, em política nos concentramos maciçamente ao centro à direita. E ao centro à direita nos reconhecemos, ao centro à direita nos entendemos e ao centro à direita nos respeitamos.
Nosso problema, portanto, não se resolve com debates internos ao nicho. Temos que evocar o que sobra de tranquilidade em nossas entranhas e estender o discurso, de modo brando, “sem sacar o revólver”, àqueles que reconhecidamente não estejam do nosso lado e se tenham acostumado a nos chamar ora de seres otários, ora de seres violentos.
E é hora de regar e adubar sementes de heróis de verdade, simplesmente valorizando, aplaudindo e “viralizando” atitudes normais de homens normais e honestos, evitando excessos e acessos. Evitando enxergar herói em quem não o seja, evitando igualmente a aniquilação de quem esteja só praticando inocência útil, por ser muito jovem ou por ser muito mal informado.
Não pregamos covardia, absolutamente. Acreditamos no entendimento, nunca na capitulação. E é difícil a dosagem disso tudo. Muito difícil a têmpera desse aço. Se muito duro, o aço quebra e, se muito mole, entorta e também não cumpre função.
No fundo, sem se deixar fazer proselitismo, bom entendimento nasce do conversar com os mais jovens, desinformados por pouca estrada, e do conversar com os mais limitados e inocentes, às vezes mais velhos, desinformados por pouco estudo ou extemporânea ingenuidade.
Nós, de MAGNUM, sentimos que era chegada a hora de mais um retor no ao Brulil, país austral de grandes propor ções territoriais - o qual já visitamos por duas vezes em passado algo recente a última em 2006; e tal relato está no Editorial da edição 96 de MAGNUM - e, devido aos Editoriais gerados através de tais viagens, vimos crescer a quantidade de cartas de parabéns à Redação.
Tal revisita teria, como escopo principal, analisar como está a situação daquele estranho país após cinco anos de uma votação imensa com relação à venda legal de armas e
munições - e pasmem: apesar de a vontade do povo ter sido bem expressa, o governo local fez questão de fingir que nada aconteceu e simplesmente ignorou - e continua a ignorar -
o assunto; e de modo desla vado. As Casas da Lei (conhecidas como a Cuia e o Domo) esqueceram dessa monumental derrota e passaram ao largo da vitória popular, fazendo
ouvidos moucos às aspirações daquele sofrido povo.
Aliás, em um interessante esforço editorial, nossa Redação e nosso Departamento de Arte trabalharam sobre uma foto de época, tirada no Brulil, e traduziram/adequaram as manchetes de alguns jornais para o português, desse modo facilitando a compreensão do assunto por nossos Leitores os quais, é claro, desconhecem a língua bruliliana.