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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Cabeças duras
Embora as autoridades brasileiras insistam em promover – de várias formas e sob os vários disfarces - o desarmamento da população honesta, a violência como um todo, em todo o país, aumentou muito no decorrer de 1998 e as previsões para o futuro não são nada animadoras nesse campo.
A violência, sabem todos aqueles que tem o mínimo de bom senso, é produto de fatores educacionais sócio-econômicos. Apenas as autoridades (ou seria pseudo-autoridades?) brasileiras não querem dar-se conta disso, porque, claro, lhes é conveniente no momento achar um culpado para a deplorável situação brasileira da atualidade.
O grande erro de Bill Clinton
Em maio deste ano o mundo soube da 4ª tragédia envolvendo adolescentes com armas de fogo em pouco mais de 8 meses e no segundo mandato do presidente Bill Clinton.
Curiosamente, isso ocorreu poucos dias depois que o político maior dos EUA anunciou que também proibiria a importação de armas longas semiautomáticas que se pareçam de dotação militar e totalmente automáticas, ou seja, aquelas lá conhecidas como fuzis de assalto, como se isto, a aparência da arma, tivesse alguma importância. Como se percebe mais uma idiotice presidencial dele para “premiar” algum grupelho político dos EUA que se intimida com a aparência e não com a verdadeira potência do artefato.
BRINCADEIRA DE CRIANÇA VIROU QUESTÃO DE SEGURANÇA NACIONAL
ANO DE 1978 - Ronco de motor, barulho de portão, o menino larga imediatamente o que está
fazendo para receber o pai que chega de mais um dia de trabalho. Abre a porta e se depara com o sorriso do pai e em suas mãos um embrulho, uma longa caixa que parecia, para uma criança de oito anos, muito maior do que ela realmente era. Ávido, esfrangalha
o papel de embrulho com a imagem da deusa da Caça, o logotipo da extinta loja de Caça e Pesca Dia na Paolucci, que ficava no bairro do Brás, em São Paulo. Por de trás do papel outro logotipo, gravado no papelão pardo da caixa, denunciava o conteúdo. Infelizmente, os anos borraram a certeza de qual era o fabricante, mas não tiveram poder para apagar a
alegria daquele momento: o menino acabava de ganhar sua primeira “espingarda de chumbinho”!
Durante anos, nas ruas não pavimentadas da Praia Grande, aquela “espingarda” o acompanhou. Caixas de fósforos, latas de refrigerantes, soldadinhos de plástico, batatas roubadas da cozinha da mãe... eram alvos, quase tudo era um alvo, com exceção de passarinhos e lâmpadas dos vizinhos, pois o pai avisara - “se matar passarinho ou quebrar alguma coisa, perde a espingarda!” Ele sabia que o castigo era justo e certo. Jamais correria o risco de ficar sem sua companheira de aventuras verdadeiras e imaginárias.
Anos se passaram, outras tantas “espingardas de chumbinho” vieram e, infelizmente, se
foram, não restando resquícios físicos, mas deixando marcas indeléveis de uma paixão que só cresceria.
“Congelando” a corrente da legalidade ou para- pa- pa- pa- pa- pa- pa- pa-tim-BUM!
Sob tal título - que a princípio pode parecer enigmático - resolvemos criar mais um editorial no qual se enfoca o fato de que a perseguição a nós, amantes das Armas de Fogo registradas e legais, volta a recrudescer.
Ora, como não foi possível a vitória legal no malfadado referendo, o Governo quer agora ganhar no “tapetão”, ou seja, criando todo tipo de entrave jurídico para tentar sepultar o que a vontade do Povo deixou bem explícito nas urnas!
Afinal, 64% de uma população inteira votaram a favor da manutenção da venda de Armamento e Munição legalmente; e agora observamos uma nova leva de “ legislo-fuçadores” buscando por subterfúgios que visam remover, de nós, direitos adquiridos e endossados por um Referendo que eles mesmos criaram.
As desculpas variam desde as mais simples / bisonhas até aquelas que conseguem agredir nosso intelecto como, por exemplo, as famosas falácias referentes às fontes de abastecimento de armas da marginalidade...
Duas verdades e uma certeza
O dito popular “ano-novo vida nova” não pode ser encarado como verdadeiro no segmento brasileiro de armas e munições.
Não obstante, a nova legislação brasileira de controle das armas de fogo pretensamente deve ter sido feita para atingir todos os segmentos da população, porém verifica-se que ela apenas restringiu e/ou retirou direitos de cidadão honestos. Para comprovação disso basta sabermos que o número de homicídios na Grande São Paulo, n último carnaval, aumentou mais de 30% em relação a igual período do ano anterior.