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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
10 / 20 / Perpétua X Desarmamento
Em um momento onde se discute no Rio de Janeiro – vejam só – o projeto para construir moradias fortificadas para Policiais e suas respectivas famílias visando protegê-los da famigerada ação da bandidagem; existem “pedágios” comandados por marginais, e alguns elementos de mente doentia colocam fogo em uma família inteira por ela não ter dinheiro e outros objetos de valor dentro de sua própria moradia, é hora de revermos certos conceitos relativos a direitos humanos, os quais parecem só existir para aqueles que decidiram criar uma sociedade paralela constituída apenas por ladrões, assassinos, estupradores e outros maníacos sexuais.
Uma guerra civil, tão escondida pelos maus políticos e por segmentos da Imprensa em geral, é franca e onipresente, só não a vendo quem não quer. Só falta mesmo decidir quem são os contendores: Polícias X Bandidos? Polícias X Cidadãos? Governos X Polícias? Bandidos X Cidadãos de bem?
Exemplo Paranaense
Que a polícia do Paraná é uma das mais eficientes do país não é segredo; também ninguém desconhece que aquele estado tem um dos mais baixos índices de criminalidade dentre todos os demais; comparativamente a outros órgãos policiais nacionais, os do Paraná podem considerar-se relativamente bem equipados...Somente por esses fatos a cúpula da polícia paranaense já poderia ser considerada especial.
Mas, agora ela realmente se superou. E não foi gastando em vão o dinheiro do contribuinte, coisa que nós cidadão pagante – estamos muito cansados de observar. Essa superação de si própria veio na forma de um simples bom senso e verdadeiramente vontade de realizar, algo raramente visto neste país de tanta imundice política que na maioria das vezes não leva a nada...principalmente quando outras “realizações” objetivam vivamente jogar a população honesta contra as armas de fogo.
O presente trabalho se constitui de grande importância sob todos os aspectos. Reveste-se de ineditismo, haja vista que, pela primeira vez, os mais variados assuntos que se relacionavam ao tema são agrupados numa só publicação. Elaborada por LINCOLN TENDLER, reconhecidamente um dos mais respeitados Escritores brasileiros, especializado no campo das armas, munições e tiro, a obra em momento algum deixa de propiciar aprendizado útil e agradável, qualidade que raramente caminham juntas em semelhantes compêndios. Independentemente do invejável currículo do autor, o trabalho desenvolvido por ele nesta obra não só demonstra um preparo singular, como também excepcionais atributos do escritor inteligente e dinâmico. Inteligente, pelo quão bem soube ordenar e desenvolver o complexo e polêmico tema deste Especial; dinâmico, pela paciência e sacrifício em amealhar, selecionar o extraordinário material de ilustração que sua obra mostra. Mais que o próprio autor e esta Editora, estão de parabéns os Leitores brasileiros, que passam a ter, graças ao trabalho de Lincoln Tendler, informações sistematizadas de um setor especializado de grande importância, como é o das armas e munições, particularmente aquele que se refere à velha e querida PISTOLA 1911, criada por John Moses Browning. Cel. PM Iranil dos Santos
Tá dominado, Tá tudo dominado!!!
Se alguém dissesse, dez anos atrás, que a segurança em nosso país estaria muito diferente – e para pior – é claro que ninguém acreditaria...
Se alguém afirmasse, na mesma época, que Delegacias de Polícia, Quartéis das Forças armadas ou de Forças auxiliares chegariam a ser locais de pouca segurança, passíveis de invasões, certamente ririam na cara de quem ousasse proferir tamanha sandice...
Se, ainda em 1991, alguém arriscasse afirmar que um dia as autoridades constituídas tentariam desarmar o cidadão honesto, e não os bandidos, ou então que algumas entidades de direitos humanos ferrenhamente defenderiam apenas a marginalidade, esquecendo-se do cidadão probo, aí então a gargalhada seria geral, dado o absurdo de tal idéia...
Se no início da década passada, um pobre visionário arriscasse afirmar que haveria rebeliões ensaiadas e concomitantes em vários presídios, comandadas de dentro para fora e por grupos muito mais organizados que os próprios responsáveis pela carceragem, sem dúvida o chamariam de louco...
Contudo os tais dez anos se passaram rápido e – acreditem – tudo isso está acontecendo!
O caminho a ser seguido Muitos se apegam ao otimismo e, por acharem que está tudo ótimo ou fi cará tudo bem, acabam não agindo, imaginando ser desnecessário. Outros tantos compõem o rol dos pessimistas, que, não acreditando num futuro melhor, acabam por aceitar a derrota sem ao menos tentar a vitória. Entre eles, importa-nos os realistas. Não é novidade para ninguém que a situação conjuntural não é boa para cidadão que precisa proteger a si e a seus próximos. Porém, o mais importante não é entender onde estamos, e sim como chegamos até aqui. O que nos fez, em menos de trinta anos, empreender uma guinada tão drástica, abandonando a realidade de um país onde a posse e porte de armas eram verdadeiramente corriqueiros – quando praticamente todas as bolsas e pastas masculinas já eram confeccionadas com coldres - até chegarmos ao absurdo nível de restrições às armas em que nos encontramos hoje. Anos atrás, dediquei muito tempo para analisar essa questão e cheguei à conclusão que duas coisas nos trouxeram até aqui. A principal é que, durante quase 15 anos consecutivos, tivemos uma hegemonia nos discursos que demonizavam as armas de fogo e enalteciam o desarmamento. Nunca, absolutamente nunca, tínhamos qualquer espaço na mídia para, ao menos, contestarmos os dados que nos eram enfi ados goela abaixo. Como consequência dessa “opinião publicada”, nossos Congressistas acabaram por votar leis restritivas, tendo seu ápice no malfadado Estatuto do Desarmamento. O segundo fator a nos conduzir para a atual realidade foi a velha história de esperar alguém fazer alguma coisa. Acreditar que um dia alguém poderoso, um messias, um salvador da pátria, daria um basta nisso. Mas isso não aconteceu, tampouco acontecerá.