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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Acorda Brasil!
O recente assassinato do índio Pataxó Galdin dos Santos numa parada de ônibus em Brasília (DF), por 5 jovens de classe média que o incendiaram, nos faz refletir que não são necessárias armas de fogo para matar, basta o fogo...
O triste episódio revelou também a existência de crimes semelhantes contra mendigos, já há tempos, nas metrópoles nacionais, os quais não são noticiados pela imprensa brasileira, sempre ávida por sensacionalismo.
Esses jornalistas sensacionalistas e o atual governo brasileiro são os mesmos que forçam a aprovação, às pressas, da nova e imperfeita lei do porte de armas de fogo.
BRINCADEIRA DE CRIANÇA VIROU QUESTÃO DE SEGURANÇA NACIONAL
ANO DE 1978 - Ronco de motor, barulho de portão, o menino larga imediatamente o que está
fazendo para receber o pai que chega de mais um dia de trabalho. Abre a porta e se depara com o sorriso do pai e em suas mãos um embrulho, uma longa caixa que parecia, para uma criança de oito anos, muito maior do que ela realmente era. Ávido, esfrangalha
o papel de embrulho com a imagem da deusa da Caça, o logotipo da extinta loja de Caça e Pesca Dia na Paolucci, que ficava no bairro do Brás, em São Paulo. Por de trás do papel outro logotipo, gravado no papelão pardo da caixa, denunciava o conteúdo. Infelizmente, os anos borraram a certeza de qual era o fabricante, mas não tiveram poder para apagar a
alegria daquele momento: o menino acabava de ganhar sua primeira “espingarda de chumbinho”!
Durante anos, nas ruas não pavimentadas da Praia Grande, aquela “espingarda” o acompanhou. Caixas de fósforos, latas de refrigerantes, soldadinhos de plástico, batatas roubadas da cozinha da mãe... eram alvos, quase tudo era um alvo, com exceção de passarinhos e lâmpadas dos vizinhos, pois o pai avisara - “se matar passarinho ou quebrar alguma coisa, perde a espingarda!” Ele sabia que o castigo era justo e certo. Jamais correria o risco de ficar sem sua companheira de aventuras verdadeiras e imaginárias.
Anos se passaram, outras tantas “espingardas de chumbinho” vieram e, infelizmente, se
foram, não restando resquícios físicos, mas deixando marcas indeléveis de uma paixão que só cresceria.
Maus exemplos
Em nosso Editorial da última edição (veja Magnum nº41), o parágrafo final afirmava o seguinte:
“Autoridades brasileiras: durante muitos anos vocês tentaram legislar sem conhecer; fizeram leis sem consultar técnicos; generalizaram tudo o que tinham direito; ouviram quem não deviam e a coisa toda conduziu a um país que não respeita a verdadeira Ecologia e que agora pretende “quebrar” a primariedade criminal de cidadãos honestos por portarem ilegalmente Armas de Fogo... Não seria inteligente, de vez que a antiga forma não deu certo, algumas mudanças?
Essas claras e lógicas palavras, portanto de fácil entendimento além de terem sido escritas por técnicos em Armas & Munições, têm tudo para funcional como uma espécie de “fórmula mágica” que permita o estudo sério de algumas delicadas questões quanto ao uso moderno de Armas de Fogo, quer para propósitos de defesa, esporte ou Caça em nosso país.
Mas não! Autoridades de alguns de nossos Estados estão fazendo exatamente o contrário e, o que é pior, contaminando segmentos da Sociedade Civil com sua óptica míope desses assuntos.
Muitos anos se passaram desde que nossos trabalhos anteriores foram publicados: A Recarga de Munições no Brasil (1990) e Conhecendo Melhor a Recarga (1996), ambas atualmente esgotadas. A procura de novos praticantes da recarga por essas edições especiais da revista Magnum, nos levaram a preparar esta nova edição e assim suprir as necessidades desses novos adeptos.
Salvo o lançamento de alguns novos equipamentos e de tipos de pólvora e projéteis, não ocorreram grandes alterações no que foi apresentado nessas edições especiais. Todavia, inúmeros trabalhos publicados na Revista Magnum após a edição especial de 1996, estão sendo aqui incluídos, tornando essa nova edição mais técnica, completa e atualizada. Pela inexistência de alterações significativas, alguns textos, desenhos, fotos, processos e equipamentos mostrados nas edições anteriores foram aproveitados, mas quando necessário, atualizados e complementados.
Alguns dos Leitores das edições anteriores irão notar a ausência de dois capítulos: Fundição de Projéteis e Transformação de estojos Berdan em Boxer. A explicação é simples: com relação à fundição de projéteis, em face da atual facilidade em adquirir projéteis no mercado, ninguém mais (inclusive o Autor) efetua fundição de projéteis, sempre tediosa e que apresenta riscos de queimaduras e intoxicação de chumbo. Por outro lado, a transformação de estojos Berdan em Boxer praticamente deixou de ser necessária, já que todos os estojos oferecidos atualmente pela CBC são do tipo Boxer.
O prazer de proibir
Enquanto em todo o mundo os aficcionados por Armas & Munições parecem iniciar um salutar processo de entendimento com as autoridades que controlam esses itens em seus respectivos países, o mesmo não ocorre na Espanha.
País de anterior liberal tradição no tocante a armas e calibres, atualmente encontra-se a Espanha em trâmite de aprovação de um novo regulamento para os Colecionadores e Atiradores. Só que – ao contrário do que seria de esperar – a nova legislação espanhola é ilógica e idiota, ao invés de moderna e inteligente.
Uma propositura deseja banir (leia com atenção, pois não há erro algum) todas as Armas Longas que tenham “pistol grip”, inclusive as de ar comprimido; outra, quer banir os fuzis automáticos com capacidade superior a 5 tiros e, como uma “chave de ouro”, essas mesmas autoridades nada dizem sobre uma ridícula cláusula (ou parágrafo) da antiga legislação espanhola que não permite facas, ou punhais, de duplo fio e com mais de 11 cm...