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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Um morredouro objeto de desejo, quase sempre considerado como possuidor de uma qualidade muito acima da real, a Luger apresenta um visual belíssimo, o qual conduz diretamente o observador à noção de extrema ergonomia: suas linhas puras e o ''balanço'' de seus elementos de composição fazem dela uma verdadeira obra de arte no que concerne à aparência.
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O grau de fascínio exercido em muita gente pelas Armas de Fofo somente parece ter equivalência no medo ou na repulsa que elas também evocam, instrumentos que são capazes de causar a morte de um ser humano. E é justamente esta dicotomia que as torna mais interessante ainda.
Uma pessoa de minha maior intimidade jamais conseguiu – e, provavelmente, não conseguirá nunca – entender que tais artefatos possam ser estudados, analisados, manuseados e até mesmo utilizados sem necessária associação com morte, destruição e tragédias. Mas o fato é que as armas sempre existiram, estão aí a nossa volta e têm a capacidade de influenciar a vida de pessoas, famílias e nações inteiras.
Feliz Ano Novo?
Seja qual for a publicação, invariavelmente o Editorial da última edição de um ano ou a primeira do seguinte fará menção ao “balanço” do ano anterior, ou, ainda previsões para aquele que se inicia. Bem, dentro do segmento de Armas & Munições, o horizonte encontra-se nebuloso, com o Governo ainda achando (ou querendo que nós achemos) que o desarmamento dos cidadãos honestos deverá pôr fim a – ou reduzir – os índices de criminalidade. E é uma pena que o “achismo” seja tão cultuado em nossa Pátria!
Nós, de MAGNUM, infelizmente um dos pouquíssimos porta-vozes da realidade, desejamos sinceramente que nossos governantes atentem para os índices nas estatísticas referentes àqueles países que adotaram o caminho do desarmamento como solução suprema para os problemas de incremento da criminalidade.
Por anos e anos fomos reprimidos e ainda estamos sendo. Sim: reprimidos. A atmosfera de democracia no Brasil é toda falsa e, hoje, assim falsa ela finalmente se mostra a qualquer um que queira enxergar. O que é algo muito bom, ainda que em muito seja frustrante.
Qual é a dúvida de que governos queiram desarmar os cidadãos comuns somente quando tencionam tirania? Aonde resta dúvida acerca dos velhos e vezados métodos sobre esse tema, observáveis pelo mundo, história afora? Alguém ainda acredita que o Brasil esteve ou esteja imune aos dados históricos e ao mundo?
Muita gente com quem conversamos, gente de fora do meio das armas, crê piamente estar proibido o comércio de armas de fogo e munição no Brasil. Pois é: gente que, pela soma de inocência útil e desinformação, concorda em engolir, sem fazer qualquer careta, todo discurso obsceno da grande mídia e suas ludibriantes entrelinhas, efetivas como jatos d’água pontuais de um complexo e até aqui muito eficaz equipamento de lavagem cerebral.
Nós, neste momento, estamos em meados de 2018. Existe no ar, com delicioso perfume, a esperança de retomarmos o direito pleno às armas particulares e à segurança elementar, essencial e indiscutível. Há promessas viáveis quanto a seus cumprimentos e, como combustível, há o desejo da concretização, por parte de nós mesmos, os obedientes à Lei.
O que isso vai trazer? A priori, seu todo não é esgotável e o saberemos somente ao vivenciar. Talvez, em primeiro momento, até traga uma cheia, ou enchente. Até porque enchente seja consequência possível de todo represamento mal operado.
Gente que nunca andou portando arma, talvez o faça e talvez se atrapalhe na hora de seu uso eventual. Quando finalmente colocar o equilíbrio emocional à prova, gente que perceba insuficiência desse equilíbrio e talvez cometa alguma imprudência. Gente que nunca pensou em ter arma de fogo, talvez compre uma, ainda que seja pra descobrir, pouco em seguida, que não gosta de atirar e com arma não se sente confortável. Isso tudo é possível.
Tudo isso é possível mas, se acontecer, será mesmo como enchente. A água depois volta ao nível de origem e as pessoas reaprendem a conviver. No entanto, a criminalidade estará mais fraca, menos atrevida, tendo muito menos chance de persistir. E a vida, por certo, voltará à normalidade.
Quase uma dedicatória: os que são carinhosamente apelidados de “Revolveiros” estão novamente de parabéns, pois MAGNUM resolveu homenageá-los mais vez com esta nova Edição Especial sobre o assunto, a qual compreende artigos revisados e atualizados.
Afinal, é de conhecimento de muitos a dificuldade em se produzir um revólver de qualidade - tamanha a quantidade de ações mecânicas necessárias a tal; muito mais do que para uma pistola ou para uma metralhadora de mão. Assim, em “passes de mágica” tornados reais por meio de tornos, fresas, limas e, por vezes, até mesmo alguma estamparia, surge esse interessante instrumento que, para alguns - como Policiais e Vigilantes -, é tão somente ferramenta de trabalho. Para outros, Desportistas, uma oportunidade de competir.
Em muitos países do mundo, o revólver é até mesmo empregado na Caça - seja para o abate da presa; seja para a Defesa do Caçador que porta uma Arma Longa e necessita de meios paralelos para se manter vivo num ambiente hostil, em meio ao Esporte venatório consciente e, logicamente, autorizado.
Existem ainda aqueles que, por amor à História ou até mesmo paixão por Mecânica, existente na Engenharia que caracteriza esse tipo de Arma Curta, os colecionam com orgulho e os mantém em boa condição.
Tentando, então, nos dirigirmos a todos os grupos aqui elencados, este Especial enfoca não só armamento moderno como também aquele tradicional, quase sempre ligado a eventos históricos de peso – não raro como personagem principal.
A indústria nacional também está aqui presente através das conhecidas marcas Taurus e Rossi, pois jamais deixaríamos de lado o mundialmente reconhecido bom trabalho atual e passado das duas famosas Empresas gaúchas!
Como sempre, através de Testes ou Apresentações, vários dados técnicos sobre o armamento - e até mesmo em relação a suas munições - serão encontrados nestas páginas; e aqui deixamos nosso convite para lê-las e relê-las sempre que possível, buscando dessa forma se aprofundar nos detalhes expostos com carinho através de Articulistas presentes e passados - ou mesmo simplesmente relembrar tais minúcias.
Os Editores