Fotos, Vídeos, Avaliações, Eventos, etc
MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Notícias de todo calibre chegam por aqui, batendo palmas à porta da MAGNUM. Ideias, conceitos, normativas, produtos, serviços e eventos. Em notícias oficiais, ou mesmo em oficiosas, conteúdos positivos animam, reestruturam perspectivas e fazem de sorrisos hipóteses mais próximas e concretizáveis. Muito ainda está por vir, é certo e límpido, e ninguém por aqui comemora jogo visivelmente inacabado, antes do apito final, antes de agitada a bandeira, antes da faixa rompida ao peito, ou antes do espocar dos primeiros rojões; nem saberíamos dizer ou contar se existirá momento assim, tão claro e caldo. Talvez sim; talvez não; talvez algo na metade do caminho entre não e sim, por serem muitos os vincos e dobras desse imenso e confuso pacote chamado Brasil.
Exclusivamente sobre otimismos galgam os que não enxergam a vida como ela está. De outro lado, em mesmo módulo, mas com sinal invertido, vive galgando sobre pessimismos quem desiste previamente, capitula precocemente, larga o fuzil e abandona o sorriso, permitindo que lágrimas amargas entoem o fado eterno a, desgraçadamente, apoiar reclamações rabugentas; reclamações de quem preferiu antecipar a própria e uivada comiseração a seguir silenciosa, honrada e bravamente tentando sustentar fogo. Muito existe de leviandade em um sorriso fácil e invariavelmente pronto; muito há de covardia em dificultar a chegada espontânea de m sorriso iluminado. Nem tanto ao fel nem ao mel.
Se, em uma das mãos, sentimos o severo e doloroso aperto quebra ossos advindo das ásperas políticas desarmamentistas, temos a obrigação de sentir, na mão que restou, o cálido afago das novidades, verificáveis em vários cantos, país afora e país adentro. Afago materializado em novos desenhos de clássica marca nacional que a demonstram atenta ao mercado; o advento da portaria COLOG #28; menor dificuldade em localizar modelos de armas importadas e importadores deles; vaporosos rumores sobre fábrica de armas de fogo estrangeira que se implanta em Goiás; novas liberações ou libertações de alguns calibres de semiautomáticas, anteriormente defesos ao esporte; a maior quantidade de conhecidos nossos, de fora do meio, que hoje abertamente se declara curiosa quanto à prática do tiro e ao desejo de experimentar; um crescente número de vídeos, circulantes às redes sociais, mostrando e revelando provas, campeonatos e trechos deles, dizendo sobre as mais diversas modalidades do tiro esportivo.
Aqui, na revista, nós seguimos simplesmente escrevendo, ajeitando os passos e galgando sobre a realidade, sem perder a chance de esboçar sorriso nos rostos, porém sem dá-lo de maneira irrestrita, geral e gratuita; absolutamente! Assim como enxerga o Coronel Paes de Lira, primeiro presidente da ABPLD, “O objetivo dela [MAGNUM] é contribuir para a formação de uma cultura de armas no Brasil, preservando, destarte, em última análise, o espírito combativo nacional.”
As lições do tumulto de Los Angeles
O tumulto da Grande Los Angeles, Califórnia, teve sua origem quando a televisão norte-americana, a partir do início de junho deste ano, pretensamente apenas informando que se aproximava o julgamento dos policiais envolvidos no espancamento do motorista negro Rodney King, insistentemente mostrava que nos telejornais apenas algumas cenas de um vídeo-tape amador que havia registrado o incidente. Nestas cenas, o motorista Rodney King era mostrado como a mais plena das vítimas, “alvo cruel da selvageria de policiais brancos.”
O total da gravação desse vídeo, entretanto, tem 18 minutos e 16 segundos e revela também que o forte motorista negro Rodney King (1,83m de altura e 113 kg de peso), mesmo após ter tomado duas descargas elétricas de 50000 volts cada de uma “stun gun”, embriagado que estava, levanta-se agilmente e, gritando palavrões, empurra um dos policiais, momento exato em que os outros três correm em sua defesa, golpeando o agressor com seus cassetetes e um deles chutando-o até que cesse a agressão. No final da fita de vídeo, King, já em vias de ser colocado na viatura policial, embora duramente espancado e algemado, ainda esboça uma última tentativa de agressão.
O Governo Federal anunciou, de maneira orgulhosa, investimentos de aproximadamente 1,17 bilhão de reais em equipamentos e capacitação das Forças de Segurança para a realização da Copa do Mundo de Futebol, sediada neste ano no Brasil. Inegavelmente, a medida surtiu efeitos. Relatos de torcedores descrevem os momentos de calmaria percebidos antes, durante e depois das partidas, com parcas exceções. Em especial os estrangeiros, que não ousaram sair dos locais turísticos, ficaram impressionados com o grande número de Policiais e a total sensação de segurança.
A bonança demonstrada durante os jogos contrasta com os números letais do Mapa da Violência, estudo respeitado e apoiado pelo próprio Ministério da Justiça. O compêndio explicita, de maneira definitiva, que o Brasil é um país com números de guerra civil!
Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, e média de 26,2 por 100 mil habitantes, o Brasil tem uma taxa anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, como o da Chechênia (25 mil), entre 1994 e 1996; e da guerra civil de Angola (1975-2002), com 20,3 mil mortos ao ano. Dos crimes do Brasil, apenas 8% foram solucionados e míseros 2% acabaram em punição aos assassinos. Logo mais, em 2016, teremos o maior evento esportivo do mundo ocorrendo em terras brasileiras e é de se esperar que o espetáculo da segurança pública com prazo de validade se repita, bem como o uso político do mesmo. Se há algo para se comemorar é que poderemos ver bem de pertinho nossos Atletas do Tiro, verdadeiros heróis no quesito tenacidade. Perseguidos por políticos, desprezados pela imprensa, preteridos por outros esportes e até mesmo por Organizações que deveriam por obrigação representar, defender e fomentar as atividades esportivas.
Durante a Copa, a seleção alemã massacrou a brasileira em um jogo de futebol. Massacrou, claro, não no sentido literal do vernáculo - uma vez que todos os jogadores sobreviveram e continuarão com suas vidas, quiçá levantando novamente a faixa em favor do desarmamento enquanto andam em carros blindados, são protegidos por Seguranças armados ou se beneficiando da real segurança de países onde atuam. No jogo da vida - da sua, da minha, da nossa vida real - a violência continua. A taxa de mortos chegou a 29 por 100 mil habitantes em 2012. Na Alemanha, é de 0,9. Mata-se no Brasil 32 vezes mais. O padrão de qualidade FIFA não evitou um massacre figurado em gramado e não evitará o massacre anual fora dele.
Lamentavelmente, a disponibilidade de material técnico em nosso idioma – livros, manuais, catálogos – versando sobre armamento e tiro é muito reduzida, impossibilitando aos interessados no segmento aprimorar seus conhecimentos. Evidentemente, em outros idiomas o assunto é fartamente explorado, mas o perfeito conhecimento dos mesmos se faz necessário.
Lembro-me do meu tempo de faculdade de engenharia (terminada em 1955) onde, além das apostilas preparadas por alguns colegas – merecedores de todo o nosso agradecimento – só tínhamos à disposição livros nos idiomas inglês, espanhol, italiano, francês e alemão. Como o então curso ginasial incluía o estudo das línguas francesa e inglesa e o espanhol não é difícil de entender, quase todos conseguiam utilizar as publicações nesses idiomas, sem dúvida com o auxilio de dicionários. O alemão e o italiano só podiam ser utilizados por aqueles que, por sua origem familiar, os tivessem aprendido.
A revista Magnum, tem procurado – e conseguido – divulgar conhecimentos sobre armamento e tiro visando aprimorar os conhecimentos dos apreciadores do segmento não só através de suas publicações periódicas, mas também, com edições específicas sobre legislação, armas, dicionário inglês/português, arco e flecha, armas de pressão, recarga e identificação de munições, além de inúmeros catálogos sobre armas, munições e produtos correlatos fabricados no Brasil. Continuando esse trabalho de divulgação, estamos apresentando nesta edição especial, um tópico até agora não explorado e sobre o qual muito temos sido perguntados: limpeza, lubrificação e conservação de armas de fogo.
Para fazê-lo, foi convidado nosso colaborador, eng° Helio Barreiros sem dúvida já bastante conhecido – e apreciado – pelos nossos Leitores por todos os testes de armas por ele realizados e publicados na revista, bem como por outros ligados a facas, lâminas e cuteleiros.
Nesta publicação, Helio dedicou bastante tempo em pesquisas sobre o tema e nos apresenta com sua costumeira redação tecnicamente correta, mas de fácil compreensão e com leitura agradável e coloquial, um excelente trabalho que temos certeza será muito apreciado por todos que o lerem.
O assunto aqui tratado é de extrema importância para que armas de fogo possam, não só durar muito tempo, mas também, manter funcionamento perfeito, a qualidade com que foram fabricadas e a precisão de que são capazes. Aqueles que aprenderem e seguirem os ensinamentos aqui apresentados irão apreciá-los e deles usufruir.
Boa leitura e aproveitamento!