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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
…MAS NÃO SERÁ DA NOITE PRO DIA.
Ao velho lojista de arma de fogo muito tem sido bradado, Brasil afora, e antecipadamente comemorado, com direito a ufanistas ilustrações, como a do Patolino (Duffy Duck) com charutão aceso na boca e maços de dinheiro ao pano de fundo. Coisas à la “...time is up: the world.., once more.., is yours ..!”.
Acreditamos sim que a mudança no curso do “rio político” vá trazer de volta o desejado. Lojista que não soçobrou e integra tão tradicional, necessário, específico e recentemente tão perseguido e apenado tipo de comércio -- sujeito que já assistiu, há pouca década, a tempos animados, livres e muito férteis --, deverá ser recompensado pela heroica manutenção de seu estado de alerta.
Vida longa aos pertinazes e previdentes, aos que tenham se mantido documentados e prontos pra agir (!). Bordeando, mas sem entrar fundo em parábolas, fica a ideia da sabedoria universal de estar preparado e... assim permanecer -- como um “...homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos, que deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces feitos sobre a rocha.”
A noção é de que ter permanecido aprontado seja o trunfo, o que manteve o sujeito e o manteria com os pés fincados em terra firme, aptos a fazerem reerguido seu corpo, quando finalmente chegada a possível oportunidade. Isso é estar preparado pra sorrir, sem ter salsinha escapando aos dentes; preparado pra se desnudar, perante uma oportuna e desejável dama, sem morrer de vergonha por mostrar o corpo encardido; preparado pra receber uma visita, ou carona inopinada, sem ter que ficar pedindo mil desculpas pela limpeza geral da casa... ou do carro.
Seja pensando num sujeito, num ser humano, que manteve fortes e irrigados os músculos e que, na hora agá, consegue explosivamente reagir a uma emergência sem se contundir, ou seja pensando num esquema comercial, numa pê-jota, que se manteve documentada, apta e disposta e que, na hora agá, consegue energicamente responder a uma melhora considerável do mercado a que se fez destinada.
O lance todo é fulcrado na manutenção do preparo.
Tudo isso.., todo esse palavrório.., pra contar de uma situação cujas melhoras vesperamos e não ingênua ou simplesmente esperamos. Mas vesperamos, mesmo e de verdade. Tudo isso pra contar de gente que vai ter que conservar a paciência -- por mais algum tempo --, mas contar de pê-jota que vai ter que se acostumar à ideia de que, graças ao bom Deus, terá valido a pena aguardar... e brigar... e pagar... e esperançar.
O sol já vai (re)nascer ..! Os
Visões imbecis
As frases a seguir foram escritas em jornais e revistas, etc, proferidas em programas de rádio e televisão, repetidas por autoridades militares e policiais, por políticos idiotas, por jornalistas sensacionalistas, padres falsamente piedosos, defensores de direitos humanos dos bandidos, etc, enfim todos os imbecis que crêem gostar de armas de fogo seja indicador de personalidade violenta.
Talvez sua impressão numa revista de armas soe – a esse mesmo público – de maneira a indicar o quão ridículo elas são...
Temos que proibir...
É um absurdo!
Todos armados agora?
As bases devem ser consultadas...
Veja bem...por outro lado...
Ah sim! Devem ser proibidas!
Ah necessidade de uma ampla discussão...
O povo não está preparado!
Isso é coisa de bandido!
Que se proíbam todas!
Proibimos todas, depois vamos analisar caso por caso...
“Porte de arma indeferido”
Estamos estudando o assunto...
Isso é coisa de polícia!
Liberar? Quanto levo nisso?
Em votação a Lei Irrestrita de Proibição Geral
Nossos correspondentes internacionais informam em primeira mão que em Brulísia, capital do Brulil, há atualmente um impasse entre dois projetos, sobre o assunto em pauta, que deverão ser votados brevemente. Passamos a transcrevê-los, na íntegra, tentando imaginar qual deles será o escolhido:
Projeto A (proposição do Político Dr. J.P.L.N. da S, e G de H, pertencente ao PXB)
Art.1º
Parágrafo único: A partir desta data, ficam proibidos todos e quaisquer artefatos capazes de disparar projéteis ou objetos equivalentes à distância, sob o poder de uma carga de pólvora ou similar, mesmo que voltado para o esporte ou nas mãos das Forças legalmente constituídas;
Art 2º
Parágrafo 1: Todo aquele que for detentor de um desses nefandos artefatos deverá entregá-lo no Distrito Policial mais próximo, ou sofrerá as pesadas penas da lei, jamais antes aplicadas com seriedade.
UM PODEROSO INSTRUMENTO DE CONSULTA Mais uma vez está em suas mãos a verdadeira ''Bíblia das Armas & Munições'', ou seja, o Catálogo MAGNUM. Substituindo, ampliando e atualizando o anterior, o Catálogo MAGNUM deste ano configura-se definitivamente como um moderno guia de compras para os mais fiéis consumidores e proprietários de lojas do segmento nacional de Armas & Munições. Neste catálogo, a procura por qualquer item desejado é extremamente facilitada por uma diagramação moderna e, ao final, o interessado ainda se beneficia de extensa lista de endereços de produtores, importadores e outros fornecedores do segmento.
Leitores e autoridades brasileiras não devem estranhar se muito em breve lerem uma notícia com teor do texto abaixo:
Marginais em pânico!
Os marginais brasileiros estão realmente assustadíssimos com a nova lei que transforma o porte ilegal de armas em crime.
A partir das dificuldades impostas por essa nova lei somente aos cidadãos honestos do Brasil, o marginal tupiniquim sabe que terá chances muito maiores para a prática de delito e isto, no fundo, significará mais “ trabalho” para ele – daí o pânico.
O sindicato nacional dos marginais informa que, imediatamente após a promulgação da referida lei, instruirá a “categoria” para agir com mais violência, alegando que a medida é, na realidade, produto de um “lobby” que objetiva deixar seus associados totalmente a mercê dos contrabandistas de arma, fato este que certamente trará maior intranqüilidade à classe, uma vez que o preço de suas “ferramentas de trabalho” certamente aumentará.