Fotos, Vídeos, Avaliações, Eventos, etc
MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Efeito antiarma
Como no livro “1984” de George Orwell, o “grande irmão” dos anos 90 determinou que a nova geração não deve apreciar armas de fogo ou fumar.
Assim, a imprensa mundial diligentemente tratou de cumprir a determinação da chefia máxima e os jornalistas e outros profissionais de comunicação estão tentando implementar no jovem moderno as idéias de que ter ou portar uma arma de fogo bem como fumar, não é, digamos assim, “politicamente correto”.
Dentro dos modernos tempos “ecológicos” e de “extremo culto à saúde” isso até poderia ser entendido como algo salutar. Entretanto, a coisa toda não é tão simples e rósea.
REESTRÉIA DE UM “FILME” QUE TODOS JÁ VIMOS!
Assim como na propaganda de um prepara do para bebida láctea bem conhecido, “há mil maneiras de se fazer um Editoria l como este ” - mas resolvemos começar pelo INCRÍVEL desrespeito à opinião popular, ou seja, simplesmente sugerir que se faça um novo referendo (ou plebiscito) quanto à questão das Armas de Fogo!
Dentro de tal linha de pensamento, pode-se intuir que, daqui para frente, sempre que um resultado obtido nas urnas não agradar o governo, far-se-á outro e pronto! Humm... isso não só “cheira” a malévola intervenção mas também é, escancaradamente, uma maneira de se rasgar a Constituição Federal: desrespeitada, desta vez, a vontade do Povo, o que impede quaisquer governantes de repetir a dose sempre que lhes for conveniente?
Assim, já extrapolamos a questão das armas e passamos para uma atitude de imposição que passa bem longe do conceito de Democracia...
Contando com a mesma qualidade editorial, mesmo papel, número de páginas, grafia e o cuidado que sempre nos caracterizou, brevemente as bancas de todo país receberão a próxima dessas Edições Especiais, a qual será denominada “Série Revólveres 1” (a anterior foi “Série Metralhadoras I”), trazendo as melhores avaliações de armamento dessa classe já vistas no Brasil; e que foram efetuadas por nosso quadro editorial durante esses vinte anos!
A ela se seguirão as dos testes de revólveres, de metralhadoras de mão e de todas as outras avaliações que sempre orientaram a linha mestra de MAGNUM, a qual Você aprendeu a gostar e colecionar.
Maus exemplos
Em nosso Editorial da última edição (veja Magnum nº41), o parágrafo final afirmava o seguinte:
“Autoridades brasileiras: durante muitos anos vocês tentaram legislar sem conhecer; fizeram leis sem consultar técnicos; generalizaram tudo o que tinham direito; ouviram quem não deviam e a coisa toda conduziu a um país que não respeita a verdadeira Ecologia e que agora pretende “quebrar” a primariedade criminal de cidadãos honestos por portarem ilegalmente Armas de Fogo... Não seria inteligente, de vez que a antiga forma não deu certo, algumas mudanças?
Essas claras e lógicas palavras, portanto de fácil entendimento além de terem sido escritas por técnicos em Armas & Munições, têm tudo para funcional como uma espécie de “fórmula mágica” que permita o estudo sério de algumas delicadas questões quanto ao uso moderno de Armas de Fogo, quer para propósitos de defesa, esporte ou Caça em nosso país.
Mas não! Autoridades de alguns de nossos Estados estão fazendo exatamente o contrário e, o que é pior, contaminando segmentos da Sociedade Civil com sua óptica míope desses assuntos.
O homem público e as armas
Depois de 6 anos editando Magnum, recentemente tivemos uma amarga constatação: o homem público brasileiro com raríssimas e honrosas exceções continua se imbecializando cada vez mais no tocante a Armas de Fogo e outras.
O grande problema é que o homem público, com as facilidades de Comunicação da Sociedade moderna, rapidamente dissemina sua colocação, comentário ou opinião errônea a respeito das Armas, levando a população em geral uma carrada de imbecilidades desprovidas do mais mínimo bom senso ou gabarito técnico.
Recentemente como já se não bastassem as freqüentes reportagens de jornais impressos a respeitos das Armas de Fogo (todas elas fazem uma grande confusão na medida de calibres, como relação ao real poder de fogo e na divulgação de conceitos totalmente espúrios), também uma onda de bestial sensacionalismo assaltou a televisão brasileira.