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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Efeito antiarma
Como no livro “1984” de George Orwell, o “grande irmão” dos anos 90 determinou que a nova geração não deve apreciar armas de fogo ou fumar.
Assim, a imprensa mundial diligentemente tratou de cumprir a determinação da chefia máxima e os jornalistas e outros profissionais de comunicação estão tentando implementar no jovem moderno as idéias de que ter ou portar uma arma de fogo bem como fumar, não é, digamos assim, “politicamente correto”.
Dentro dos modernos tempos “ecológicos” e de “extremo culto à saúde” isso até poderia ser entendido como algo salutar. Entretanto, a coisa toda não é tão simples e rósea.
Crime!
Recentemente o senado aprovou o projeto de lei do senador Hidekei Freitas (PFL-RJ) que revoga o artigo 19 do decreto lei nº 3688 (lei das contravenções penais) de 02/10/1941 tornando o porte de arma sem autorização policial um crime inafiançável punido com reclusão de 3 a 5 anos e pena aplicada em dobro em caso de reincidência.
No Dia 18 de maio esse projeto de lei foi enviado à Câmara e, caso aprovado naquela casa, deverá ter a sansão presidencial. Em sua base o projeto de lei do senador Hidekei Freitas é bom para a sociedade como um todo, pois – sem sendo crime inafiançável – elementos detidos em atitudes suspeitas e portando armas de fogo sem a competente autorização (na maioria das vezes já com ficha criminal) poderão ser, na teoria afastado das ruas, certamente evitando-se assim que cometam prováveis violências.
Quando o Silêncio Não é de Ouro, ou Magos & Duendes.
Mui to já foi di to sobre o Brasi l ser um país de contrastes, a terra do “jeitinho” e do “deixa p’ra amanhã”, onde tudo se conserta sozinho. O folclórico anedotário nacional, bastante extenso, conta com “pérolas” do tipo “O Brasil só cresce porque à noite os políticos dormem ” ou “pior do que está não pode ficar” . . .
Pois bem. Sem nos prendermos a padrões imutáveis e nem cairmos em lugares comuns, pouco a pouco acabamos chegando à triste conclusão de que a última das duas assertivas do parágrafo anterior, às quais resolvemos chamar de “pérolas” , tem tudo para ser invalida da principalmente para os amantes das Armas de Fogo – quando passamos a analisar a inequívoca situação política pela qual passa atualmente este país.
Continua...
O Jantar-Arquibancada
Este ano, a Equipe Magnum que promoveu a cobertura do 13º SHOT Show, em Dallas, Texas, compunha-se de 4 (quatro) editores redacionais e o de fotografia. A ela somavam-se diretores das 3 (três) principais empresas produtoras de armas do Brasil: Taurus, Rossi, e CBC – Companhia Brasileira de Cartuchos.
Como alguns dos leitores imaginam, e outros sabem, basta sair do Brasil para – irremediavelmente – brasileiros fazerem comparações. Quando se vai para a “Meca” das Armas de Fogo, a América do Norte, as comparações nesse campo acabam sendo, também irremediavelmente, amargas, muito amargas. Entretanto, é sempre necessário observar o lado bom, o lado produtivo, daquilo que se está comparando.
A maioria dos integrantes desse grupo de brasileiros no 13º SHOT Show raramente conseguia se reunir, cada um tentando cumprir da melhor maneira sua tarefa, parte, parte disso devido à grande afluência de pessoas dos 4 cantos do mundo e que lotavam as centenas de hotéis de Dallas, obrigando os brasileiros a se dividirem, e parte ocasionado pelo frio e garoa reinantes naquela região e época do ano, a qual não animava muito. Os paulistanos, entretanto, não se entregavam...
Fechamos 2015 com a aprovação, em Comissão Especial, do Projeto de Lei 3722, do Deputado catarinense Rogério Peninha. O texto aprovado, do deputado Laudivio Carvalho, difere bastante do texto original e não agradou a todos, mas seja como for é um enorme avanço na retomada de um direito que vem nos sendo retirado gradualmente há décadas.
O tramitar de qualquer projeto de lei no Brasil é de uma complexidade e morosidade acachapantes: o próprio Estatuto do Desarmamento, com pleno empenho de todo o governo, dos presidentes da Câmara e do Senado, vigência do chamado Mensalão e apoio de praticamente toda a imprensa, levou 5 anos para ser aprovado. Neste semestre ainda poderemos ver o nosso PL indo para votação em plenário da Câmara; e lá se travará mais uma batalha.
O fracasso do desarmamento na contenção ou diminuição dos crimes violentos deixa cada dia mais clara a necessidade urgente de mudanças na lei atual - e muitas pessoas até então isentas estão levantando essa bandeira, algo que tem causado grande preocupação aos defensores das restrições. No mundo a posição dos desarmamentistas também não é nem um pouco confortável: com os ataques terroristas em Paris, Copenhague, Hotel Radisson em Bamako, Universidade de Garissa, jornal satírico Charlie Hebdo e outros, ficou claro que leis restritivas, por mais fortes que sejam, não são capazes de impedir que terroristas tenham acesso às Armas de Fogo.
O Secretário-Geral da Interpol, Ronald Kenneth Noble, disse à ABC News que uma das únicas maneiras de impedir os terroristas de atingir alvos desarmados (“soft targets”, em inglês) seria permitir que cidadãos portassem Armas de Fogo em locais públicos e que as chamadas “Gun-Free Zones” deixassem de existir. Vejam bem, que disse isso não foi um diretor da NRA, do MVB ou de qualquer entidade pró-defesa. Quem disse isso foi o diretor geral de uma das mais conceituadas entidades policiais do mundo; e isso não é para ser desprezado.
Se no Brasil e no mundo o ano de 2015 não foi nem um pouco positivo para os adeptos do monopólio da força nas mãos do Estado, 2016 promete ser ainda pior. No último dia 5 de janeiro, Obama foi às lágrimas ao anunciar suas medidas executivas (que independem do Congresso) para limitar e restringir a posse de armas em solo norte-americano. Se as lágrimas soaram falsas, suas medidas foram piores ainda: mostraram aos Republicanos e a muitos Democratas favoráveis ao armamento que Obama não pensaria duas vezes em rasgar a Constituição se poder tivesse para isso. Para o antiarmas, restou a sensação de que tudo aqui era uma enorme farsa. E era mesmo! As medidas ou já estavam em uso ou foram abandonadas no passado por não apresentar nenhum resultado real. Um enorme tiro no pé.
No Congresso, os dois partidos foram responsáveis e rechaçaram todas as investidas de Obama. O motivo é muito simples: nunca as taxas de crimes violentos foram tão baixas nos EUA.
Em resumo, não tenho nenhum medo de afirmar que 2016 será um bom ano no que diz respeito à nossa liberdade. Será um ano de muita luta (não será fácil), sendo necessário que cada um se empenhe nisso, mas tenho a certeza de que teremos doze meses que refletem meus votos a todos vocês: que o Ano Novo seja repleto de boas lutas e grandes vitórias!