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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
A Lição Australiana
(ou o que todo antiarma brasileiro deve saber)
No dia 28 de abril de 1996, na cidade australiana de Port Arthur, um maníaco feriu a tiros 35 pessoas. Doze dias depois, em 10 de maio daquele ano, leis federais tornaram ilegais toda e qualquer Arma de Fogo semi-automática na Austrália. Com isto, de um total de 7 milhões de armas em existência naquele país, 2,8 milhões foram proibidos, praticamente da noite para o dia.
Através de um súbito programa de captação de recursos monetários (curioso como dinheiro para bobagens governamentais aparece rapidamente!), 500 milhões de dólares foram destinados à compra de armas semi-automáticas na posse de honestos cidadãos australianos. Entretanto, apenas 25% das armas subitamente tornadas ilegais foram entregues ao governo, o que significa que somente 640 mil unidades saíram de circulação.
Quando lembro de meu tempo de estudante na então Escola Nacional de Engenharia, Universidade do Brasil, Rio de Janeiro. Distrito Federal, recordo da dificuldade que muitos colegas tinham, pela impossibilidade de ler outros idiomas, em conseguir material para estudo e consulta além das mal impressas apostilas – sempre feitas por um abnegado grupo de estudantes – de seus próprios apontamentos de aula e de um ou outro eventual livro já publicado em língua portuguesa ou, quando muito, em lingual espanhola.
Hoje, se a situação é bem diferente em alguns campos da Ciência, com muitas obras de autores nacionais já publicadas ou, pelo menos, com corretas traduções dos melhores autores estrangeiros, em outros; permanece tal como era há quase 40 anos. E, entre esses, encontra-se o campo de armamento, tiro e assuntos correlatos.
Pode parecer paradoxo, mas o Brasil, 2º fabricante mundial de armas, não possua até a presente data nenhum dicionário ou glossário de termos técnicos sobre as mesmas, dificultando o acesso ao conhecimento das pessoas realmente interessadas. Possuímos a Revista MAGNUM, a qual “faz das tripas coração” para levar ao conhecimento do público brasileiro o que ocorre lá fora.
Para todos aqueles que buscam um pouco mais de informação, se dirigem às revistas e livros importados, começa uma verdadeira tortura para poder entender os termos ali expressos, que não foram objeto de ensino em nenhum curso de inglês e, às vezes, estão rapidamente explicados em glossários escritos de forma lacônica nas principais revistas norte-americanas – isto quando o termo e o espaço de papel permitem... Então vai o leitor atrás de algum amigo que tenha morado ou estudado na terra de “Tio Sam”, mas dificilmente encontre alguém que possa traduzir a contento os termos elencados neste ou aquele artigo.
Pensando nisso, resolvi, com apoio de diversos amigos, escrever este dicionário, obra única no Brasil e talvez no mundo, aproveitando minha bagagem técnico-cultural adquirida através de viagens e cursos no Exterior, além do conhecimento que pude amealhar junto aos meios militar esportivo.
Quando o Silêncio Não é de Ouro, ou Magos & Duendes.
Mui to já foi di to sobre o Brasi l ser um país de contrastes, a terra do “jeitinho” e do “deixa p’ra amanhã”, onde tudo se conserta sozinho. O folclórico anedotário nacional, bastante extenso, conta com “pérolas” do tipo “O Brasil só cresce porque à noite os políticos dormem ” ou “pior do que está não pode ficar” . . .
Pois bem. Sem nos prendermos a padrões imutáveis e nem cairmos em lugares comuns, pouco a pouco acabamos chegando à triste conclusão de que a última das duas assertivas do parágrafo anterior, às quais resolvemos chamar de “pérolas” , tem tudo para ser invalida da principalmente para os amantes das Armas de Fogo – quando passamos a analisar a inequívoca situação política pela qual passa atualmente este país.
Continua...
Quase cinco anos se passaram desde o lançamento de nossa primeira Edição Especial Recargas de Munição no Brasil e, para nossa satisfação, a aceitação do nosso trabalho por todos aqueles de alguma forma ligados à prática de Recarga de Munições excedeu todas as expectativas, pois mais de 30.000 exemplares foram vendidos, números esse bastante significativo para nosso país.