Fotos, Vídeos, Avaliações, Eventos, etc
MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Você quer isto?
Vamos desarmar o Brasil.
No início de 1992 intensa campanha publicitária do governo do estado de São Paulo ‘inundou” ruas a avenidas das principais cidades com “outdoors”: e como o acima; as delegacias de polícia com cartazes similares e, em paralelo, se aumentaram as taxas relativas ao registro e obtenção do porte de armas de fogo, tudo demagogicamente objetivando desarmar o cidadão honesto e trabalhador, ao invés dos marginais.
Aqui em São Paulo a coisa toda “acabou numa gigantesca pizza” e a violência urbana continuou, em 1993 o estado de São Paulo tendo (atenção!) registrado o maior índice de aumento da criminalidade de sua história, em termos percentuais em relação ao total de habitantes, segundo dados da própria secretaria estadual de segurança pública, exatamente divulgado pelos diários e telejornais.
As lições do tumulto de Los Angeles
O tumulto da Grande Los Angeles, Califórnia, teve sua origem quando a televisão norte-americana, a partir do início de junho deste ano, pretensamente apenas informando que se aproximava o julgamento dos policiais envolvidos no espancamento do motorista negro Rodney King, insistentemente mostrava que nos telejornais apenas algumas cenas de um vídeo-tape amador que havia registrado o incidente. Nestas cenas, o motorista Rodney King era mostrado como a mais plena das vítimas, “alvo cruel da selvageria de policiais brancos.”
O total da gravação desse vídeo, entretanto, tem 18 minutos e 16 segundos e revela também que o forte motorista negro Rodney King (1,83m de altura e 113 kg de peso), mesmo após ter tomado duas descargas elétricas de 50000 volts cada de uma “stun gun”, embriagado que estava, levanta-se agilmente e, gritando palavrões, empurra um dos policiais, momento exato em que os outros três correm em sua defesa, golpeando o agressor com seus cassetetes e um deles chutando-o até que cesse a agressão. No final da fita de vídeo, King, já em vias de ser colocado na viatura policial, embora duramente espancado e algemado, ainda esboça uma última tentativa de agressão.
Desde o ano passado temos notado - como atuante órgão de imprensa do Segmento de Armas & Munições - uma nova safra de Clubes de Tiro em todo território nacional. Isso nada mais é do que uma prova atual de que o fantástico mundo das Armas de Fogo tem conseguido mais adeptos e seguidores.
Sem dúvida tal informação nos faz acreditar mais ainda nesses “novos ventos” que, sem dúvida, vêm demonstrando o apreço pelo Esporte do Tiro e, claro, no mercado de Defesa Pessoal - apesar de certos esforços contrários a tal desenvolvimento tão natural e que vai ao encontro da população, a qual ainda não se conforma por ter suas ambições diminuídas desde o resultado favorabilíssimo do malfadado referendo de 2005.
Fato é que, ao sabor desses mesmos ventos, acompanhamos uma predisposição geral no sentido de criarmos novos parques fabris voltados ao Segmento, de modo a trazer para nosso País uma possível leva de novos tipos de Armamento – apesar de certos setores (notadamente o de imprensa em geral) não quererem acreditar naquilo que, há muito, é reconhecido no Exterior e testemunhado por vários de nossos Leitores ao frequentarem algumas Feiras de enormes proporções: a geração de empregos, diretos ou indiretos, bem nos mostra as enormes possibilidades que até então haviam sido relegadas a segundo plano por nossos Governantes.
Bem, a óptica mudou! Sabe-se o que se passa lá fora, não só quanto ao descrito até agora mas também no que diz respeito aos índices decrescentes de criminalidade nas nações que acreditam ser o Armamento uma das razões preponderantes na diminuição de crimes contra a pessoa - fato tranquilamente comprovável ao analisarmos tais índices em nível mundial e, em especial, de alguns de nossos vizinhos territoriais como Paraguay, Argentina e Uruguay.
Podemos assim afirmar que tal Movimento não admite volta, por mais que alguns detratores não reconheçam. Fazemos (MAGNUM e nossos Seguidores) a nossa parte. Conseguimos demonstrar nossos pontos de vista os quais, mais do que simplesmente otimistas, primam por um realismo até então varrido para debaixo de tapetes.
Contamos com a participação de nossos sempre constantes e fiéis Leitores para integrar tais esforços de elucidação da população; e até com maior força: não duvide! Depende de todos nós a continuidade desse avanço há muito prometido e brevemente em vias de se realizar!
Lincoln Tendler
Coordenador Técnico da Área Internaciona
Notícias de todo calibre chegam por aqui, batendo palmas à porta da MAGNUM. Ideias, conceitos, normativas, produtos, serviços e eventos. Em notícias oficiais, ou mesmo em oficiosas, conteúdos positivos animam, reestruturam perspectivas e fazem de sorrisos hipóteses mais próximas e concretizáveis. Muito ainda está por vir, é certo e límpido, e ninguém por aqui comemora jogo visivelmente inacabado, antes do apito final, antes de agitada a bandeira, antes da faixa rompida ao peito, ou antes do espocar dos primeiros rojões; nem saberíamos dizer ou contar se existirá momento assim, tão claro e caldo. Talvez sim; talvez não; talvez algo na metade do caminho entre não e sim, por serem muitos os vincos e dobras desse imenso e confuso pacote chamado Brasil.
Exclusivamente sobre otimismos galgam os que não enxergam a vida como ela está. De outro lado, em mesmo módulo, mas com sinal invertido, vive galgando sobre pessimismos quem desiste previamente, capitula precocemente, larga o fuzil e abandona o sorriso, permitindo que lágrimas amargas entoem o fado eterno a, desgraçadamente, apoiar reclamações rabugentas; reclamações de quem preferiu antecipar a própria e uivada comiseração a seguir silenciosa, honrada e bravamente tentando sustentar fogo. Muito existe de leviandade em um sorriso fácil e invariavelmente pronto; muito há de covardia em dificultar a chegada espontânea de m sorriso iluminado. Nem tanto ao fel nem ao mel.
Se, em uma das mãos, sentimos o severo e doloroso aperto quebra ossos advindo das ásperas políticas desarmamentistas, temos a obrigação de sentir, na mão que restou, o cálido afago das novidades, verificáveis em vários cantos, país afora e país adentro. Afago materializado em novos desenhos de clássica marca nacional que a demonstram atenta ao mercado; o advento da portaria COLOG #28; menor dificuldade em localizar modelos de armas importadas e importadores deles; vaporosos rumores sobre fábrica de armas de fogo estrangeira que se implanta em Goiás; novas liberações ou libertações de alguns calibres de semiautomáticas, anteriormente defesos ao esporte; a maior quantidade de conhecidos nossos, de fora do meio, que hoje abertamente se declara curiosa quanto à prática do tiro e ao desejo de experimentar; um crescente número de vídeos, circulantes às redes sociais, mostrando e revelando provas, campeonatos e trechos deles, dizendo sobre as mais diversas modalidades do tiro esportivo.
Aqui, na revista, nós seguimos simplesmente escrevendo, ajeitando os passos e galgando sobre a realidade, sem perder a chance de esboçar sorriso nos rostos, porém sem dá-lo de maneira irrestrita, geral e gratuita; absolutamente! Assim como enxerga o Coronel Paes de Lira, primeiro presidente da ABPLD, “O objetivo dela [MAGNUM] é contribuir para a formação de uma cultura de armas no Brasil, preservando, destarte, em última análise, o espírito combativo nacional.”
Não é fase para desentendimentos. Por mais que haja todo um contingente que, estagnado no tempo, se valha de hinos arrogantes e provocativos como “...se cuida, imperialista, a América Latina vai ser toda socialista...”, por mais que haja isso e tomemos conhecimento, salivando de vontade de brigar, fato é que não dá.
Não há mais tempo nem lugar para isso.
Estamos no fi m dos anos 2010. Neste 2018, comemoramos 1 século desde o armistício da Primeira Grande Guerra. No dia de hoje, estamos precisamente a 1 ano, 8 meses e 3 dias do início dos anos 20 do século XXI. Não existe mais circunstância para separações internas. Não mesmo. Principalmente num país que conserva algum significado perante o mundo justamente em função da extensão de seu território e do milagre da língua única.
Embora somente meia dúzia dos nossos ainda transite por arrabaldes das teorias falidas e ineficazes do comunismo-socialismo, ou tateiem seus limites, fato é que nós, que entendemos a saudável satisfação que traz o universo das armas de fogo, em política nos concentramos maciçamente ao centro à direita. E ao centro à direita nos reconhecemos, ao centro à direita nos entendemos e ao centro à direita nos respeitamos.
Nosso problema, portanto, não se resolve com debates internos ao nicho. Temos que evocar o que sobra de tranquilidade em nossas entranhas e estender o discurso, de modo brando, “sem sacar o revólver”, àqueles que reconhecidamente não estejam do nosso lado e se tenham acostumado a nos chamar ora de seres otários, ora de seres violentos.
E é hora de regar e adubar sementes de heróis de verdade, simplesmente valorizando, aplaudindo e “viralizando” atitudes normais de homens normais e honestos, evitando excessos e acessos. Evitando enxergar herói em quem não o seja, evitando igualmente a aniquilação de quem esteja só praticando inocência útil, por ser muito jovem ou por ser muito mal informado.
Não pregamos covardia, absolutamente. Acreditamos no entendimento, nunca na capitulação. E é difícil a dosagem disso tudo. Muito difícil a têmpera desse aço. Se muito duro, o aço quebra e, se muito mole, entorta e também não cumpre função.
No fundo, sem se deixar fazer proselitismo, bom entendimento nasce do conversar com os mais jovens, desinformados por pouca estrada, e do conversar com os mais limitados e inocentes, às vezes mais velhos, desinformados por pouco estudo ou extemporânea ingenuidade.