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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Quando da escolha das matérias que comporiam este Especial de MAGNUM, buscou-se, acima de tudo, dar a nossos fiéis Leitores uma visão supera - brangente do que se fez em todo o nosso planeta quanto ao quesito Pistolas.
Assim, Você terá - em uma única edição - significativos exemplos de grandes obras da Engenharia de Armamento (como, por exemplo, é o caso da Ruger P-89 e das SIGSauers), uma interessante curiosidade (a diminuta Kolibri), a tentativa inipônica de criar seu próprio armamento para não depender do Ocidente (as Nambus), mas com resultados apenas razoá veis, uma “colecionável” polonesa (a Radom) e, ainda, dois produtos da conhecida e tradicional Smith & Wesson norte-americana(Mod. 6906 e M-52), entre outras - tudo isso compondo um belo painel da inventiva huma na em relação a Armas Curtas para seu exclusivo entretenimento.
A cada página o Leitor perceberá nuances - inclusive históricas - a permear estes eternos textos, alguns deles produzidos por Autores que não mais estão entre nós, mas que continuam e continuarão presentes nestas folhas. Em outras palavras, praticamente um legado para as gerações futuras.
E, agora é hora de Você mergulhar em um gostoso passado e, quem sabe, aprender algo mais sobre algumas das mais conhecidas Pistolas já produzidas.
Bom divertimento!
Depois do episódio de apreensão de Armas de Fogo legalmente importadas no Rio de Janeiro (RJ) em 11/07/95 para onde caminhará Colecionador honesto?
A imprensa brasileira tem o direito de continuar sensacionalista?
Que estranha ilusão é essa das campanhas de desarmamento? Como se pode imaginar que a ausência de armas de fogo em mãos de cidadãos honestos trará o fim da violência?
A quem interessa a clandestinidade de brasileiros que apreciam armas de fogo?
É correto nossos esportistas do tiro continuar a competir internacionalmente em desigualdade de condições?
Quem responde essas questões?
Leitores e autoridades brasileiras não devem estranhar se muito em breve lerem uma notícia com teor do texto abaixo:
Marginais em pânico!
Os marginais brasileiros estão realmente assustadíssimos com a nova lei que transforma o porte ilegal de armas em crime.
A partir das dificuldades impostas por essa nova lei somente aos cidadãos honestos do Brasil, o marginal tupiniquim sabe que terá chances muito maiores para a prática de delito e isto, no fundo, significará mais “ trabalho” para ele – daí o pânico.
O sindicato nacional dos marginais informa que, imediatamente após a promulgação da referida lei, instruirá a “categoria” para agir com mais violência, alegando que a medida é, na realidade, produto de um “lobby” que objetiva deixar seus associados totalmente a mercê dos contrabandistas de arma, fato este que certamente trará maior intranqüilidade à classe, uma vez que o preço de suas “ferramentas de trabalho” certamente aumentará.
Muito se tem escrito a respeito da natureza do empreendedorismo. Evidentemente, o ponto focal do debate acaba por ser a tentativa de definir as características de personalidade que costumam levar determinado indivíduo a ser empreendedor. Dessas, tenho para mim que a pertinácia é a mais importante. Sem vontade firme, não há liderança e, por conseguinte, não podem ocorrer os fenômenos sociais que costumam transformar a humanidade. O empreendedor é sempre um líder transformador. A capacidade de estabelecer com clareza um objetivo de valor social, seja econômico ou filantrópico, e de lutar sem descanso e sem concessões por sua consecução, sejam quais forem os óbices postos no caminho, é, a meu ver, o valor mais relevante do espírito do empreendedor.
Pertinácia, em meu entendimento, é a qualidade mais conspícua dos idealizadores e dos atuais editores da revista Magnum. Pois, desde a fase prospectiva da publicação, tiveram de vencer as pressões, crescentes e cada vez mais poderosas, do dispositivo político dito politicamente correto montado no Brasil para destruir o tutano da Nação, sob a alegação de que era intolerável haver qualquer arma de fogo em mãos de cidadãos comuns, e mesmo de defensores da lei fora de situação de estrito serviço, pois isso violaria os princípios da cultura de paz, suposta pedra filosofal, suposta mágica poção contra a violência do ser humano.
Alguns poderiam dizer que o argumento não se aplica, pois Magnum é uma publicação eminentemente técnica, não um baluarte de militância pela legítima defesa, a favor do tiro desportivo ou pró-caça, ou ainda uma publicação para colecionadores. Discordo. Por técnica que seja a revista - e efetivamente o é - o propósito da Magnum não é servir, apenas, aos profissionais das categorias do serviço público dotadas de autorização legal para possuir e portar armas de fogo por razões de ordem funcional. O objetivo dela é contribuir para a formação de uma cultura de armas no Brasil, preservando, destarte, em última análise, o espírito combativo nacional. Trata-se de valor imaterial absolutamente necessário aos interesses da Pátria, que se cultiva, sim, nas Forças Militares, mas nelas não se pode esgotar, visto ser impossível que todos os cidadãos brasileiros pertençam aos quadros castrenses ou, ao menos, recebam, em alguma parte de suas vidas, treinamento militar, tanto em sentido estrito como em sua acepção de instilação de princípios de patriotismo armado.
Ademais, basta examinar-se os arquivos para constatar-se que, desde a gênese da publicação, época em que já se apresentavam ameaças primordiais contra o direito às armas, os idealizadores da Magnum formaram, irretorquivelmente, com os que lutavam pelo direito das pessoas de bem à legítima defesa. Prova cabal disso é o editorial da edição inaugural da revista, de julho de 1986 (página 3), reforçado, às páginas 8 e 9, por matéria jurídica elucidativa a respeito do instituto da legítima defesa na legislação brasileira, de autoria de Cid Vieira de Souza Filho.
Na época da tramitação do projeto que se converteu na lei federal nº 9.437/1997 (o primeiro estatuto do desarmamento, se bem que assim não fosse chamado), a posição editorial da Magnum pautou-se contra a iniciativa, o que se repetiu, ainda com maior combatividade, na época de tramitação do projeto de lei que resultou na atual draconiana lei 10.826/2003 e, principalmente, na vitoriosa campanha do Referendo de 2005.
O fato é que a publicação sempre sofreu, por causa de sua clara posição a favor das pessoas de bem, uma solerte campanha das poderosas forças desarmamentistas, encasteladas no governo central, no Legislativo, no Judiciário e na grande mídia. No ventre dessa campanha, a tática nuclear é sufocar a revista, por meio da supressão do indispensável oxigênio financeiro. Isso se faz pelo método habitual: a demonização das armas de fogo, que enfraquece todas as iniciativas empresariais na área, seja no segmento da indústria ou dos serviços, impedindo a formação de um vigoroso mercado civil. E, por corolário, cortando o fluxo de receita publicitária para a revista.
Teria vida fácil a Magnum se, desde o início de sua trajetória, a par de demonstrar sua excelência técnica, encampasse a tese de que armas de fogo, produzidas no Brasil ou importadas, devem ser destinadas exclusivamente aos arsenais policiais e militares e, quando muito, à posse individual dos membros de tais instituições e de outras carreiras de Estado, conforme as respectivas necessidades funcionais. Haveria poucos leitores entre os cidadãos comuns, ou, no máximo uma legião frustrada deles. Mas fluiriam as verbas fáceis e fartas das empresas estatais e sociedades de economia mista, notadamente da União. Em cada edição, ver-se-iam páginas e páginas de publicidade delas, pagas a bom preço. Não haveria crise. A periodicidade mensal, tão desejada, estaria assegurada. O sucesso editorial, garantido. Sucesso de Fausto, a preço de alma imortal, pois o maligno sempre acaba por cobrar a fatura.
Os idealizadores de Magnum, seus sucessores e colaboradores, há trinta anos, recusam vender suas almas. Pagam o preço do cansaço, do desalento e da incompreensão. Não obstante, seguem em marcha. Somente a pertinácia própria dos bons empreendedores mantém-nos na liça, a travar, sem temor e sem repouso, o Bom Combate.
Cultura, tradição e fortalecimento de nossos direitos
Aproveitarei minha visita ao SHOT Show (veja matéria alusiva nesta edição) para tecer algumas considerações sobre Armas de Fogo e outros itens presentes à famosa Mostra:
A edição de 2013 teve lugar no Sands Expo and Convention Center, adjunto aos Palazzo e Venetian Hotel & Casino, em Las Vegas, Nevada – EUA. E é pelo local que começarei: Las Vegas é a cidade que verdadeiramente vive 24 horas por dia. Um mundo à parte, com infraestrutura invejável e um conceito de grandiosidade que leva às várias camisetas à venda como souvenires nas lojas e aeroportos trazerem a frase “The Fabulous Las Vegas”. E é exatamente isso, uma localidade fabulosa, onde pessoas de todas as nacionalidades e interesses se cruzam nas ruas e nos amplos corredores de seus hotéis com uma infinidade de máquinas caça-níqueis, espalhadas pelos seus vários casinos. Enfim, Las Vegas é, em minha opinião, uma grande metrópole que agrada até aqueles que detestam cidades grandes - principalmente os que vêm do interior e foram criados em sítios ou fazendas.
E não poderia haver melhor lugar para hospedar uma Mostra tão grandiosa de armas e acessórios destinados às atividades de Tiro Esportivo, Segurança e Caça, além das demais atividades ao Ar livre.
O impressionante número de visitantes que circula pelo SHOT Show é algo singular, com a multidão se confundindo pelos corredores dos Hotéis adjuntos Venetian e Palazzo e pelo interior de seus casinos para adentrar e sair do Sands Expo, com seus aproximados 209.000 m², e da também fabulosa Mostra de produtos voltados aos públicos civil e militar, contando com 7000 (sete mil!) expositores de armas, munições, coletes, acessórios dos mais variados e vestimentas, incluindo Cutelaria, Arquerismo e veículos off road.