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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
“Congelando” a corrente da legalidade ou para- pa- pa- pa- pa- pa- pa- pa-tim-BUM!
Sob tal título - que a princípio pode parecer enigmático - resolvemos criar mais um editorial no qual se enfoca o fato de que a perseguição a nós, amantes das Armas de Fogo registradas e legais, volta a recrudescer.
Ora, como não foi possível a vitória legal no malfadado referendo, o Governo quer agora ganhar no “tapetão”, ou seja, criando todo tipo de entrave jurídico para tentar sepultar o que a vontade do Povo deixou bem explícito nas urnas!
Afinal, 64% de uma população inteira votaram a favor da manutenção da venda de Armamento e Munição legalmente; e agora observamos uma nova leva de “ legislo-fuçadores” buscando por subterfúgios que visam remover, de nós, direitos adquiridos e endossados por um Referendo que eles mesmos criaram.
As desculpas variam desde as mais simples / bisonhas até aquelas que conseguem agredir nosso intelecto como, por exemplo, as famosas falácias referentes às fontes de abastecimento de armas da marginalidade...
Mais uma Edição Especial de MAGNUM – desta vez contemplando Armas Longas, lembrando que dentro de tal escopo podem (por não serem propriamente Armas Curtas) fi gurar tanto carabinas quanto fuzis e metralhadoras de mão.
Assim, esta se torna, de algum modo, uma publicação diferenciada, a qual abrange tipos de Armamento razoavelmente distintos - inda que agrupados sob o grupo Armas Longas. Dentre as enfocadas, o Leitor poderá se deparar com peças que viram, efetivamente, combate em algumas guerras, como a 2a e a do Vietnã (portanto, especifi camente projetadas para campos de batalha), aquelas que vivenciaram os tempos conhecidos como do Velho Oeste norte-americano e suas derivadas e, ainda, algumas que foram criadas para completar linhas de Armamento ou simplesmente obedecer a regras específi cas de alguns países/pedidos especiais de ávidos mercados.
Além das descritas, Você irá também encontrar alguns Modelos de criação tipicamente nacional, dentre os quais se pode pinçar raridades e/ou que nunca foram utilizadas (por produção reduzida, por não passarem da fase de projeto ou, ainda, por possíveis ingerências políticas/fi nanceiras) - mas que em nada desmerecem a criatividade de seus inventores em função de certas soluções mecânicas que - mesmo hoje em dia - poderiam ter lugar em exemplos de Armamento mais moderno.
Desse modo, sejam as armas aqui enfocadas nacionais ou estrangeiras, garantimos que esta Edição será capaz de desvendar alguns “segredos” àqueles que não tiveram a oportunidade de ler, em primeira publicação, o que escrevemos sobre elas sob as vinhetas Apresentação ou Teste (aqui incluída a deliciosa Testando as Clássicas).
Só nos falta, agora, desejar ao Leitor uma ótima leitura de todos esses tópicos “cherry picked” (escolhidos a dedo) por nosso staff editorial!
A caça esportiva no Brasil e o futuro
No momento em que uma nova temporada de caça amadorista inicia-se no Estado do Reio Grande do Sul, nós da Editora Magnum, buscando resgatar a tradição deste esporte com milhares de adeptos em todo nosso país, trazemos a nossos leitores uma edição especial: a Magnum Caça & Conservação.
Para isto estão reunidos nas páginas desta edição alguns dos mais respeitados nomes do panorama cinergético nacional. As bem sucedidas experiências de caça amadora em países como Estados Unidos, Canadá, toda a Europa, China, Argentina, Uruguai, países da África, etc. Mostram que esta prática, quando cientificamente orientada e devidamente manejada e administrada, é uma atividade humana como qualquer outras, movimentando um imenso mercado de apetrechos de caça, de consumo de carne de caça, de turismo cinergético, etc...
Os incompetentes
Esta é uma crônica que objetiva chamar a atenção de nossos leitores para a crise geral de incompetência que grassa atualmente entre as autoridades brasileiras. Como nosso veículo é específico de Armas de Fogo e assuntos correlatos, vamos nos restringir a esses temas, mas pedindo ao leitor que verifique que incompetência no trato da coisa pública não é exclusividade de nosso segmento.
Comecemos pela incompetência do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, cuja única preocupação tem sido aparecer na televisão “capturando” sertanejos das regiões Norte e Nordeste que têm que caçar alguma coisa em busca de proteínas. Será que o IBAMA é competente apenas para isso? Onde está sua função de zelar por um adequado manejo cinegético de nossa fauna? Essa gente definitivamente não quer entender que o Brasil é o único país do mundo que ainda não tem uma legislação nacional de caça.
Verão de 1986, eu, com 16 anos, passeio pelo Cidade Ocian, litoral de São Paulo; e ao passar por uma banca de jornais deparo com uma revista sobre armas e munições. Na capa a metralhadora de mão MT- 12, fuzis Weatherby e pistolas Taurus. Naquele momento eu adquiria a minha primeira revista MAGNUM, a número 3.
Folheio rapidamente e, poucos minutos depois, sentando calmamente à beira-mar, comecei a leitura. No editorial, uma fictícia carta de um pai que deixa às escondidas uma arma de presente para o filho e discorre da importância de manter absoluto segredo sobre a mesma, bem como o que havia ocorrido para que isso precisasse ser feito.
Pequena fagulha que anos depois causaria em mim um incêndio incontrolável em defesa da posse legítima deste objeto demonizado chamado Arma de Fogo - e não entendam isso como um auto-afago, pois Deus sabe como isso, em diversas vezes, foi muito mais uma maldição que uma bênção. Desse incêndio nasce um site chamado In-Correto e, posteriormente, o Movimento Viva Brasil - que completa este ano seu primeiro decênio; e nisso lá se vão 20 anos de luta e experiência; e com a citada experiência
vamos dia a dia clareando o entendimento.