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Edição 33 - Ano 6 - Maio/Junho 1993
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Edição 33 - Ano 6 - Maio/Junho 1993

mai. de 1993 · 100 páginas

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A edição 33 da Revista Magnum traz uma das maiores revelações balísticas do ano: o Desert Eagle em .50 AE — a mais poderosa semiauto disponível à época — passa pelo banco de testes com toda a espetacularidade que o modelo exige. O revólver Rossi Comemorativo de 100 Anos também aparece como peça especial para ocasiões especiais. O Shot Show 15a edição é coberto com todas as novidades norte-americanas. As pistolas Bersa argentinas são testadas mostrando máxima tecnologia do país vizinho. Os revólveres .44 Magnum — poder em armas de sonho — recebem análise apaixonada. As novas Pumps da CBC chegam especialmente para defesa e esportes do tiro. E um fascinante artigo sobre a busca por um personagem histórico misterioso completa uma edição inesquecível.

Editorial

EXEMPLO PARANAENSE

Que a polícia do Paraná é uma das mais eficientes do País não é segredo: também ninguém desconhece que aquele Estado tem um dos mais baixos índices de criminalidade dentre todos os demais; comparativamente a outros órgãos policiais nacionais, os do Paraná podem considerar-se relativamente bem equipados... Somente por esses fatos, a cúpula da polícia paranaense já poderia ser considerada especial.

Mas, agora, ela realmente se superou. E não foi gastando em vão o dinheiro do contribuinte, coisa que nós cidadãos pagantes estamos muito cansados de observar. Essa superação de si própria veio na forma de simples bom senso e verdadeira vontade de realizar, algo raramente visto neste país de tanta imundície política que, na maioria das vezes, não leva a nada... principalmente quando outras “realizações” objetivam vivamente jogar a população honesta contra armas de fogo.

A sábia atitude da polícia paranaense materializou-se através da Portaria nº 713/93, de 23 de abril do corrente, a qual determina ser obrigatório o requerente a porte de arma prestar testes de avaliação de conhecimentos básicos sobre o manuseio de armas de fogo e munições de uso permitido e de aptidão para o tiro.

O mentor da ideia (e autor da mencionada portaria) é o Dr. Luis Fernando Viana Artigas, Delegado Geral da Polícia Civil do Paraná, um homem que - além de ser atirador - foi durante muitos anos instrutor de tiro do órgão, e que será objeto de entrevista na próxima edição.

Sem dúvida, o Dr. Artigas é uma das muitas provas-vivas daquilo que sempre afirmamos: uma autoridade, para envolver-se com armas, seja em que grau for, tem que conhecer a matéria, tem que vivenciá-la, de preferência intensamente.

Além de muito bem redigida (coisa rara neste país numa lei), a Portaria 713/93 estabelece que os testes de proficiência com arma de fogo sejam promovidos pela Escola de Polícia Civil do Paraná e as taxas a eles correspondentes canalizadas para um fundo do organismo. Adicionalmente, filiados a federações de tiro são declarados isentos da realização desses testes.

Em outras palavras, a Portaria 713/93 não é inteligente: é inteligentíssima! Ela mostra que a Polícia Civil do Paraná respeita (e muito!) o cidadão honesto que já sabe atirar e, por moto próprio, desenvolveu-se neste mister.

O próprio “caput” da portaria, quando considera a necessidade de avaliar o conhecimento do cidadão paranaense para com as armas de fogo, revela também uma preocupação educacional e com a coletividade:

“... das implicações penais que decorrem da má utilização das mesmas... (considerando) o dever constitucional do Estado em promover a segurança não só do portador da arma de fogo de uso permitido, como sobretudo da comunidade em geral”.

Enfim, a Portaria 713/93 é um enorme exemplo-vivo de que quando a autoridade policial é inteligente e prestigia cidadãos honestos que apreciam armas de fogo sempre é possível encontrar atitudes que se revertem em benefício total, inclusive salvaguardando o direito e a segurança de todos os cidadãos.

Infelizmente, essa atitude pode fazer (e agora com todo o direito) com que a polícia paranaense não reconheça portes de arma de fogo de outros Estados, objeto de extensa análise em nossa seção “Legislação” desta edição. Mas, por outro lado, o exemplo brilhante que ela concede talvez sirva de estímulo para uma lei federal nesse sentido, coisa que algum congressista poderia, muito bem, propor. Talvez, se esse abnegado ser se dispusesse a ler também nossa citada seção desta edição poderia ainda propor tornar o porte de arma de fogo algo com validade realmente federal e debaixo das mesmas condicionantes.

Aqui na redação de Magnum, quando chegaram notícias de que a citada portaria estava para ser aprovada, ficamos pensando: “O que teria faltado para autoridades policiais de outros Estados, tidos como maiores, mais fortes e até com índices maiores de acidentes gerados pela má utilização (ou utilização não adequada) de armas de fogo, não executassem algo similar?”. Depois de muito meditar, chegamos a uma única conclusão: faltou verdadeira vontade, faltou mesmo vergonha na cara!

São exatamente estes fatores que agora invocamos por parte daqueles que se dizem autoridades de segurança pública em todo o Brasil. Que se façam portarias similares: leis que, verdadeiramente, prestigiem o cidadão honesto que aprecia armas de fogo; leis que garantam o direito e o acesso dos honestos a esses itens, lembrando, mais uma vez, que bandido não os adquire no comércio legalmente estabelecido; que ele não tem preocupação de requerer registro ou porte; etc.

O exemplo paranaense contido na Portaria 713/93 deve ser seguido pelas autoridades que se afirmam inteligentes e modernas, que querem realmente entender os anseios de seu povo e que, acima de tudo, propalam respeitá-lo.

Esse exemplo, mais do que qualquer outra coisa, nos faz entrever que no fim do túnel das trevas nacionais com relação a armas de fogo ainda existe uma luz!

Índice

Índice da Edição
16
Como Avaliar Armas de ColeçãoEspecial
Por Laércio GazinhatoDesmistificando padrões brasileiros
19
Rossi Comemorativo — 100 AnosEspecial
Por Laércio GazinhatoRevólver para pessoas especiais
20
Lee AutomatorEspecial
Por Eng. Creso M. ZanottaFacilidade automática na recarga
26
Desert Eagle .50 AETeste
Por Lincoln J. TendlerA mais poderosa semiautomática da atualidade
30
A Rara Bowie WinchesterCutelaria
Por Laércio GazinhatoAgradável descoberta!
36
15º S.H.O.T. ShowEspecial
Por Os EditoresNovidades norte-americanas
54
À Procura de L. S. BlasdellEspecial
Por Laércio GazinhatoIncrível pesquisa!
62
Pistolas BersaTeste
Por José Joaquim D'Andrea MathiasMáxima tecnologia argentina
70
Revólveres .44 MagnumEspecial
Por José Joaquim D'Andrea MathiasPoder em "armas de sonho"
78
Novas "Pumps" da CBCTeste
Por Carlos Arnaldo N. S. Pares e José Joaquim D'Andrea MathiasEspeciais para defesa e esportes do tiro
84
I Torneio CBC de Tiro PráticoTiro Esportivo
Por Os EditoresExemplo a ser seguido
86
Pequenos Smith & Wesson "de Abrir por Cima"Coleção
Por Dr. Nachman J. GordonExtremamente abundantes no País

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