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Edição 61 - Ano 10 - Novembro/Dezembro 1999
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Edição 61 - Ano 10 - Novembro/Dezembro 1999

nov. de 1999 · 68 páginas

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A edição 61 da Revista Magnum aborda um tema que todo atirador precisa conhecer: o teste psicotécnico para porte de armas — explicado com clareza para atender as dúvidas dos leitores. O fuzil FAMAE passa pelo banco de testes como um marco na trajetória dos fuzis de assalto chilenos. Os novos revólveres Taurus Ultra-Lite chegam mais leves sem perder a performance. O tiro esportivo argentino é analisado com admiração — a evolução dos hermanos no esporte impressiona. A carabina de alavanca Marlin Modelo 56 é revisitada nas clássicas com o charme dos anos dourados. Os canivetes de combate ganham um artigo dedicado ao modismo mais novo do segmento. E o Grupo Spartac do Nordeste é apresentado como modelo de segurança privada com excelente organização.

Editorial

Miopia Brasileira

Miopia, substantivo feminino, é como os dicionários definem o estado de apenas se enxergar nitidamente os objetos próximos. Existe, entretanto e comprovadamente, a miopia brasileira, mal que não consegue sequer enxergar o que está menos próximo e assola, particularmente, as autoridades e políticos nacionais.
Anteriormente uma enfermidade social estratificada, a miopia brasileira começa a alastrar-se, em velocidade vertiginosa, por outros segmentos da sociedade brasileira que não as autoridades legalmente constituídas e os políticos, conforme veremos, e o que é pior - não se observa uma cura a médio e curto prazos, a menos que tomemos consciência de seus sintomas e os divulguemos aos quatro ventos.
A miopia brasileira que primeiro assolou a sociedade nacional como um todo foi, a nosso ver, a da Ecologia, pois em curto espaço de tempo este país "formou" alguns dos mais radicais e desconhecedores "ecologistas". Desconhecedores da matéria porque, na realidade, são pessoas que confundem qualquer mato com as verdadeiras florestas e matas que devem ser preservadas, pessoas que antes de ser politicamente correto declararem-se ecologistas nunca pisaram, para valer, numa área selvagem, ou semi-selvagem, tentando harmonizar-se com a Natureza, nem tampouco sabiam (e parece que ainda não sabem) a diferença entre seleção natural e verdadeira extinção de espécies animais. Radicais porque são os únicos de seu tipo, em todo o mundo, a declararem-se contra a caça regulamentada, o manejo cinegético, e, o que é pior, sem nem quererem saber o que é isto. Pior ainda: alguns grupos de "ecologistas" nacionais depredaram completamente o estande da ABC -Associação Brasileira de Caça e Conservacionismo já no segundo dia da conferência mundial Eco'92, no Rio de Janeiro.
A seguir, tivemos essa baboseira da quase obrigatoriedade da doação de órgãos, com muitos médicos de renome aparecendo na Mídia e declarando que, agora sim, o problema estava sanado, que era mesmo preciso uma atitude assim do governo, etc. e tal. Como sempre, as TVs capitalizaram ao extremo o fato, colocando no ar cenas de pessoas recém-agraciadas com órgãos transplantados e comentando que felicidade seria se isto aumentasse e rá-rá-rá... Todos se enganavam gostosamente! Passada a euforia inicial (e descabida) da Midia, essa mesma que há muito sofre da miopia brasileira, a verdade aflorou de maneira brutal: segundo essa gente mesmo declarou recentemente, hoje há carência de 70% de doadores em relação a tempos onde não havia a quase obrigatoriedade. A grande verdade é que não temos estrutura para uma grande rede de, digamos, recepção, preparação e encaminhamento de órgãos doados. E tampouco temos condições para, de uma hora para outra, supormos que nossos órgãos não serão vergonhosamente comercializados...
Entretanto, a coisa não parou por ai, não. O último surto de miopia brasileira foi a de que menos armas trariam menos violência e os segmentos da sociedade inicialmente atacados foram os dos jornalistas e estudantes, se bem que estes últimos "empurrados", fazendo o papel de abjetos inocentes inúteis. Foi uma verdadeira festa, com música e tudo: a campanha "Sou da Paz", com "jingle", interpretes e atores mediocres, não serviu mesmo para nada, pois as chacinas aumentaram, assaltos e outros crimes idem, e até os promotores da própria empreitada hoje se perguntam o porquê.
Porque, senhores, estamos todos passíveis de sermos contaminados pela miopia brasileira, até nós da Revista Magnum que ainda acreditamos que podemos abrir os olhos destes grupos de infelizes... Mas, não desistimos: se cada leitor conseguir passar estas idéias para uma outra pessoa que seja, já teremos aplicado uma gotinha do antigo e maravilhoso "colírio" que se chama RACIOCÍNIO, que nossos avós já usavam em tempos de pré-manipulação das massas pelos meios de Comunicação!

Índice

Índice da Edição
10
Teste Psicotécnico para Porte de ArmasEspecial
Por Dr. Wanderlei B. QuidorniAtendendo a pedidos dos leitores
13
LeãoSafari
Por Os Editores
14
Tiro Esportivo na ArgentinaEspecial
Por Lincoln J. TendlerA evolução dos hermanos
22
Fuzil FAMAETeste
Por Lincoln J. TendlerUm marco na trajetória dos fuzis de assalto
28
O Novo Taurus Ultra-LiteTeste
Por Hélio Barreiros JúniorRevólveres de menor peso e boa performance
34
Marlin Modelo 56Testando as Clássicas
Por Lincoln J. TendlerCarabina de alavanca dos anos dourados
40
Canivetes de CombateCutelaria
Por Hélio Barreiros JúniorO mais novo modismo do segmento
46
Crosman: Excelência em Ar-ComprimidoTeste
Por Hélio Barreiros JúniorOs modelos mais vendidos
50
Grupo Spartac — Modelo de SegurançaEspecial
Por Lincoln J. TendlerExcelente iniciativa do Nordeste
54
Técnicas de DesenvolvimentoTiro Esportivo
Por Alessio AuriliEspecial para iniciantes no IPSC
59
Marcas, Logotipos e Nomes de Armas — FMagnum Pesquisa
Por Eng. Creso M. Zanotta

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