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Edição 73 - Ano 13 - Abril/Maio 2001
REGULAR73

Edição 73 - Ano 13 - Abril/Maio 2001

abr. de 2001 · 68 páginas

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A edição 73 da Revista Magnum traz um dos testes mais impressionantes da história da revista: o Taurus Raging Bull em ação dupla com calibre .454 Casull — um revólver de potência inigualável que desafia os limites do atirador. Para quem prefere as armas longas, o fuzil Smith Corona em .30-06 apresenta um clássico militar esporterizado com muita personalidade. As armas não-letais ganham análise completa como alternativa no trabalho policial moderno. Um especial sobre a mostra de métodos e armas não-letais mostra o avanço da Polícia Militar paulista. O debate sobre o desarmamento do cidadão honesto é respondido com a embasada opinião de um causídico especialista. Uma edição que equilibra potência, inovação e legislação de forma exemplar.

Editorial

Ta Pominado Tá Tudo Dominado!!!

Se alguém dissesse, dez anos atrás, que a Segurança em nosso país estaria muito diferente e para pior -é claro que ninguém acreditaria...
Se alguém afirmasse, na mesma época, que Delegacias de Polícia, Quartéis das Forças Armadas ou de Forças Auxiliares chegariam a ser locais de pouca segurança, passíveis de invasões, certamente ririam na cara de quem ousasse proferir tamanha sandice...
Se, ainda em 1991, alguém arriscasse afirmar que um dia as autoridades constituídas tentariam desarmar o cidadão honesto, e não os bandidos, ou então que algumas entidades de direitos humanos ferrenhamente defenderiam apenas a marginalidade, esquecendo-se do cidadão probo, aí então a gargalhada seria geral, dado o absurdo de tal idéia...
Se, no início da década passada, um pobre visionário arriscasse afirmar que haveria rebeliões ensaiadas e concomitantes em vários presídios, comandadas de dentro para fora e por grupos muito mais organizados que os próprios responsáveis pela carceragem, sem dúvida o chamariam de louco...
Contudo, os tais dez anos passaram rápido e acreditem tudo isso está acontecendo!
Na televisão, no rádio e até mesmo nos jornais e na maioria das revistas, segmentadas ou não, o conselho que se dá aos habitantes do Brasil é "entreguem tudo ao bandido! Não reajam!"
Assim, a realidade atual é das mais esdrúxulas, digna de um roteiro nos moldes da famosa película Mad Max ou de um filme classe B: armas são tomadas de militares e armas que não podem ser compradas em lojas, ou seja, fuzis além de pistolas semi-automáticas em calibres ditos "privativos", os preferidos da bandidagem (a qual sabe que reles revólveres em calibres como o .38 SPL, 32 ou 22, assim como pistolas que "calçam" .380 ACP, 7,65 mm, 6,35 mm e novamente o .22 não servem para furar blindagens de carros-fortes, coletes de Policiais ou ainda portas de bancos).
É importante notar que este Editorial não pertence a uma revistinha de ficção científica, mas sim a uma publicação segmentada que se orgulha de ser uma das únicas a defender idéias "estranhas", como por exemplo a liberdade do cidadão quanto a escolher ser ou não uma vítima...
A conclusão a que chegamos diante de toda essa "bandalheira"? Ora, é muito simples: a situação atual deve ser muito interessante para alguém, já que poucos ou ninguém defende o retorno à constitucionalidade, ao estado de direito e à liberdade individual...
Enquanto isso, muitos dos que pregam o desarmamento continuam a circular com seguranças armados, completamente alheios ao abandono ao qual está submetida a população trabalhadora, aquela que paga impostos, sustenta marginais ociosos nas cadeias e só espera para um dia ser assaltada e poder, conforme a citada espantosa pregação que já se acostumou a ver e ouvir, entregar tudo ao bandido (e, às vezes, nem assim ser poupada, haja vista que a marginalidade não está mais matando por reação, mas sim para ver a ferida e o corpo cair).
Que saudade do tempo em que, crianças, podíamos brincar nas ruas ou até mesmo colocar cadeiras na calçada, no fim da tarde, sabendo que quem estava atrás das grades eram os bandidos, e não os cidadãos honestos. Como? Ficção científica? Não, não, isso realmente acontecia e nós éramos felizes (como na letra de uma famosa canção popular, "e não sabíamos").
À marginalidade, nosso "parabéns" (ah, como gostaríamos de, ao contrário, estar parabenizando as autoridades...). Vocês conseguiram o que queriam, ou seja, poder contar com vários "aliados" aqui do lado de fora (a população "carneira" e políticos corruptos ou apenas cegos) e propagar, em alto e bom som, de acordo com uma expressão muito em voga atualmente, que..." "tá dominado, 'tá tudo dominado"!!!

Índice

Índice da Edição
7
Resposta Armada — Relatos Verídicos de Não-VítimasResposta Armada
Por Klaus Mauser
18
Desarmar o Cidadão Honesto?Legislação
Por Dr. Fernando Maffel DardisA embasada opinião de um causídico
19
AntílopeSafari
Por Os Editores
20
Taurus Raging BullTeste
Por J. J. D'A. MathiasAção dupla em .454 Casull
28
Armas Não-LetaisTrabalho Policial
Por Márcio Santiago Higashi CoutoAlternativas ao emprego de armas de fogo
36
Fuzil Smith Corona 30-06Teste
Por Lincoln J. TendlerUm militar esporterizado
42
Meu Tiro PerfeitoCaça
Por David CliffordA história do disparo inesquecível
48
Uma Mostra de Métodos e Armas Não-LetaisEventos
Por Lincoln J. TendlerPM Paulista sugere normatização nacional
54
O Que a Rua Ensinou a um Professor — Parte 2Especial
Por Os EditoresConclusão de uma válida experiência
58
Marcas, Logotipos e Nomes de Armas — U e VMagnum Pesquisa
Por Eng. Creso M. Zanotta

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