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Edição 110 - Ano 18 - Setembro/Outubro 2010
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Edição 110 - Ano 18 - Setembro/Outubro 2010

set. de 2010 · 68 páginas

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A edição 110 da Revista Magnum tem um destaque especial: o Magnum Show 2010 — mais do que uma feira, o melhor lugar para os negócios no setor de armas, munições e equipamentos no Brasil. Dois testes de peso completam a abertura: a pistola Taurus 638 Pro SA, versão civil da família 24/7, e a CZ-75 P-07 Duty, o mais recente lançamento da conhecida marca tcheca. O revólver Ruger Redhawk .44 Magnum completa trinta anos e é revisitado com toda a admiração que o modelo merece. Uma caçada de gansos nos EUA em pleno inverno transporta o leitor para uma experiência diferenciada. E o Certificado de Registro de Arma de Fogo ganha análise legislativa importante para os CACS. Uma edição que une celebração, testes e conhecimento.

Editorial

2010, um ano que entrará para a história do segmento de Armas e Munições.

Especialmente do ano de 2003 para cá, tivemos uma intensa e conturbada trajetória no segmento de armas e munições.

No dia 23 de dezembro de 2003 era publicada a Lei 10.826, mais conhecida como “Estatuto do Desarmamento”. Uma lei que trazia a certeza da proibição do comércio legal de armas e munições, anunciada por meio de um referendo popular a ser realizado no ano de 2005.

A princípio, o clima era de tensão e nos retraímos. Logo depois, refletimos e, obstinados que somos, não nos conformamos em aceitar que o direito de escolha pudesse ser tirado das pessoas. Decidimos defender esse direito e iniciar um árduo trabalho para esclarecer a população brasileira a respeito dos falsos mitos relacionados às armas e às munições.

No dia 23 de outubro de 2005 conquistamos uma vitória histórica: 60 milhões de brasileiros decidiram não abrir mão do direito à legítima defesa e assim consolidou-se o segmento de armas e munições, um segmento honesto e legítimo, motivo de orgulho para todos que dele fazem parte.

Vencemos o referendo. Entretanto, continuavam as restrições incoerentes da Lei 10.826, que tinha sido criada em um falso cenário onde a população seria favorável à proibição da venda de armas. Desde sua implementação em 2003, estivemos constantemente no Congresso, com o objetivo de esclarecer os parlamentares a respeito dos verdadeiros fatos sobre o tema.

Felizmente, a legislação está sendo adequada ao resultado obtido no referendo. Prova disso são as várias alterações na Lei 10.826 e a publicação de portarias, pelo Poder Executivo, que aprimoraram aspectos de venda e controle. Sem dúvida ainda restam vários outros pontos a adequar na legislação, mas as evidências até o momento mostram que cada vez mais o Estatuto deixa de ser do “desarmamento” para mais coerentemente ser o “Estatuto do controle”.

Ainda sobre a legislação, uma das mais recentes e importantes conquistas foi a desburocratização e a isenção de taxa para o recadastramento nacional de armas, concluído em 2009, quando mais uma vez nos mobilizamos e unimos nossas forças para esclarecer e informar a população. Outro ponto que merece destaque é a anistia, a qual possibilitou a regularização de milhares de armas sem registro.

Foram mais de 1000 lojas do segmento atuando como postos de recadastramento, peças-chave de uma eficaz campanha que culminou na criação de uma base legal com mais de 4 milhões de armas recadastradas. O sucesso da campanha foi tamanho que foi necessário prorrogar todos os registros provisórios por tempo indeterminado, até que a Polícia Federal tenha condições de emitir os registros definitivos.

Em 2010, o segmento de armas e munições iniciou com toda movimentação e energia vivenciada durante a campanha do recadastramento. A resposta veio em forma de investimentos e criação de empregos no setor, abertura de novos estabelecimentos credenciados, investimentos da indústria em tecnologia e no lançamento de novos produtos.

Tudo isso não poderia estar acontecendo em um melhor momento. Um momento em que o Brasil deixa de apenas ter potencial para efetivamente ser um polo industrial, comercial, financeiro, político e cultural. Nosso país atingiu o status de uma economia respeitada em todo o mundo, tendo projetado um crescimento do PIB acima da média global.

Depois de tantos anos de trabalho e persistência, é muito gratificante ver tantos empresários lojistas investindo em seus negócios, com reformas, novas fachadas, construção de estandes de tiro e melhorias em geral.

É também muito gratificante ver o segmento de esportes em ascensão e, em especial, a conscientização que está sendo obtida quanto ao manejo de fauna no Brasil. Cada vez mais cresce o reconhecimento, inclusive por instituições ambientalistas, de que a caça esportiva regulamentada é, de forma inquestionável, um eficaz instrumento de conservação da natureza e de movimentação da economia.

Temos muitos desafios pela frente, mas a longa caminhada que nos trouxe até aqui nos tornou ainda mais fortes, e as vitórias, estas sem dúvida, renovam dia a dia nossa energia e a motivação por novas e importantes realizações.

Salesio Nuhs
Diretor Institucional de ANIAM - Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições

Índice · 2 páginas

Índice da Edição
10
Tiro ao Alvo ou Caça?Tiro de Pressão
Por Eng. Nelson L. Faria
16
Magnum Show 2010Eventos
Por Lincoln TendlerMais do que uma Feira, o melhor lugar para os Negócios!
28
Ruger Redhawk .44 MagnumTestando as Clássicas
Por Caio Wolff BavaTrinta anos do Bruto Falcão Vermelho
34
Pistola Taurus 638 Pro SATeste
Por Helio Barreiros JúniorA versão civil da família 24/7
40
Pistola CZ-75 P-07 DutyTeste
Por Lincoln Tendler / Anselmo SanchesO mais recente lançamento da conhecida marca!
48
Novas Facas & Baionetas da ImbelCutelaria
Por Helio Barreiros JúniorNovos desenhos com conhecida robustez
56
Caçando Gansos nos EUACaça
Por Salésio NuhsEm pleno inverno, uma experiência diferenciada!
60
Certificado de Registro de Arma de Fogo — CRAFLegislação
Por Daniel FazzolariDocumento não mais obrigatório para os CACS

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