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Revista Magnum Edição 120
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Revista Magnum Edição 120

abr. de 2026 · 68 páginas

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A edição 120 da Revista Magnum apresenta uma das mais importantes revoluções em miras ópticas dos últimos anos: o sistema Trijicon, que muda completamente o conceito de pontaria em condições adversas. A pistola Tanfoglio entra em destaque — uma arma que já nasce pronta para o IPSC, sem necessidade de customização. Os fuzis Pedersoli em antecarga chegam para apresentar o luxo das armas de pólvora negra modernas. Um artigo técnico ensina a domar o recuo e o flash nas armas mais potentes. A modalidade esportiva F-Class conquista novos adeptos no Brasil. E uma análise nostálgica dos filmes western dos anos 1950 a 70 mostra como a TV americana moldou gerações de amantes das armas.

Editorial

O caminho a ser seguido

Muitos se apegam ao otimismo e, por acharem que está tudo ótimo ou ficará tudo bem, acabam não agindo, imaginando ser desnecessário. Outros tantos compõem o rol dos pessimistas, que, não acreditando num futuro melhor, acabam por aceitar a derrota sem ao menos tentar a vitória. Entre eles, importa-nos os realistas.
Não é novidade para ninguém que a situação conjuntural não é boa para cidadão que precisa proteger a si e a seus próximos. Porém, o mais importante não é entender onde estamos, e sim como chegamos até aqui. O que nos fez, em menos de trinta anos, empreender uma guinada tão drástica, abandonando a realidade de um país onde a posse e porte de armas eram verdadeiramente corriqueiros quando praticamente todas as bolsas e pastas masculinas já eram confeccionadas com coldres - até chegarmos ao absurdo nível de restrições ås armas em que nos encontramos hoje.
Anos atrás, dediquei muito tempo para analisar essa questão e cheguei à conclusão que duas coisas nos trouxeram até aqui. A principal é que, durante quase 15 anos consecutivos, tivemos uma hegemonia nos discur-sos que demonizavam as armas de fogo e enalteciam o desarmamento. Nunca, absolutamente nunca, tínhamos qualquer espaço na mídia para, ao menos, contestarmos os dados que nos eram enfiados goela abaixo. Como consequência dessa "opinião publicada", nossos Congressistas acabaram por votar leis restritivas, tendo seu ápi-ce no malfadado Estatuto do Desarmamento. O segundo fator a nos conduzir para a atual realidade foi a velha história de esperar alguém fazer alguma coisa. Acreditar que um dia alguém poderoso, um messias, um salvador da pátria, daria um basta nisso. Mas isso não aconteceu, tampouco acontecerá.
Entendido o caminho que nos trouxe até aqui, fica óbvio que nele permanecer acabará por nos afundar ainda mais no pântano do desarmamento civil. É necessário trilhar o rumo oposto, como, aliás, já vêm fazendo um bom número de contestadores da política oficial. Hoje, graças aos esforços daqueles que acreditaram na mudança, já conseguimos quebrar a hegemonia do discurso antiarmas e cada dia mais matérias, reportagens e entrevistas apontam para o fato de que o desarmamento falhou e continuará falhando. Só neste ano, incontáveis foram publicações contra o desarmamento de minha autoria ou com minha participação. Foram veiculadas por diversos órgãos da mídia nacional, o que acaba por influenciar diretamente aqueles que fazem as leis. Para se ter uma ideia exata disso, em 2005 tínhamos o apoio explícito de apenas oito deputados federais, e hoje já são mais de cem.
Estas circunstâncias nos mostram que a reversão da atual realidade de abominação às armas de fogo é possível, mas também que cabe a cada um fazer algo neste sentido. A época é favorável a isso, pois 2014 é ano eleitoral, quando há grandes possibilidades de levantarmos com ainda mais força o debate sobre o tema, sendo indiscutível que o debate sempre nos favorece.
E em 2014 tudo será resolvido? Realisticamente falando, não dá para acreditar em grandes mudanças, em uma "revolução" neste cenário. Contudo, seguindo o caminho inverso ao que nos foi imposto na última década e meia, podemos afirmar que a filosofia antiarmas não se expandirá, encontrando na verdade contida em nos-so discurso empecilho cada vez mais intransponível. A consequência, mesmo que num processo longo, será o resgate do nosso direito de defesa. Parafraseando um conceito da biologia, ouso afirmar com plena convicção: A LIBERDADE SEMPRE ENCONTRA UM MEIO!
Bene Barbosa
Presidente do Movimento Viva Brasil

Índice

Índice da Edição
10
Trijicon — Uma Revolução em Miras ÓticasApresentação
Por Hélio Barreiros Júnior
16
Tanfoglio — A Pistola Que Já Nasce ProntaTeste
Por Nelson L. de Faria
22
Fuzis Pedersoli — Luxo em AntecargaApresentação
Por Hélio Barreiros Júnior
28
Domando o Recuo e o FlashOrientação
Por Lincoln TendlerQue meios existem para ajudá-lo?
32
Carabina BSA XL TacticalTiro de Pressão
Por Nelson L. de FariaA praticidade e robustez de uma Springer
36
F-ClassTiro Esportivo
Por Renato JaqueiraModalidade de Tiro criada no Canadá, reúne centenas de Atiradores!
44
Filmes Western dos Anos 1950, 60 e 70Armas na TV
Por Amandio de Moraes JuniorEstilo norte-americano na TV brasileira
50
1º Encontro Nacional de Atiradores em Saquarema-RJTiro de Pressão
Por Nelson L. de Faria
54
Organização Policial da LituâniaTrabalho Policial
Por Lincoln TendlerEuropeu se mantém atualizado contra a criminalidade

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