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Revista Magnum Edição 130
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Revista Magnum Edição 130

abr. de 2026 · 52 páginas

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A edição 130 da Revista Magnum marca um momento histórico: a revista completa 30 anos e faz questão de celebrar com uma edição à altura. A pistola S&W Victory em .22 abre os testes com precisão e elegância, enquanto o lendário AK-74 — em versão reduzida e letal — é submetido ao teste técnico mais completo já publicado sobre esse modelo. A seção Magnum 30 Anos inaugura uma série de comemorações com o primeiro brinde aos três primeiros decênios da publicação que mais influenciou o setor no Brasil. A carabina de pressão Jade Pro da CBC e o Ruger New Model Super Blackhawk .44 completam uma edição histórica que todo leitor vai querer guardar na prateleira.

Editorial

MAGNUM: TRINTA ANOS FIRME CONTRA A RENDIÇÃO

Muito se tem escrito a respeito da natureza do empreendedorismo. Evidentemente, o ponto focal do debate acaba por ser a tentativa de definir as características de personalidade que costumam levar determinado indivíduo a ser empreendedor. Dessas, tenho para mim que a pertinácia é a mais importante. Sem vontade firme, não há liderança e, por conseguinte, não podem ocorrer os fenômenos sociais que costumam transformar a humanidade. O empreendedor é sempre um líder transformador. A capacidade de estabelecer com clareza um objetivo de valor social, seja econômico ou filantrópico, e de lutar sem descanso e sem concessões por sua consecução, sejam quais forem os óbices postos no caminho, é, a meu ver, o valor mais relevante do espírito do empreendedor:
Pertinácia, em meu entendimento, é a qualidade mais conspicua dos idealizadores e dos atuais editores da revista Magnum. Pois, desde a fase prospectiva da publicação, tiveram de vencer as pressões, crescentes e cada vez mais poderosas, do dispositivo politico dito politicamente correto montado no Brasil para destruir o tutano da Nação, sob a alegação de que era intolerável haver qualquer arma de fogo em mãos de cidadãos comuns, e mesmo de defensores da lei fora de situação de estrito serviço, pois isso violaria os princípios da cultura de paz, suposta pedra filosofal, suposta mágica poção contra a violência do ser humano.
Alguns poderiam dizer que o argumento não se aplica, pois Magnum é uma publicação eminentemente técnica, não um baluarte de militância pela legítima defesa, a favor do tiro desportivo ou pró-caça, ou ainda uma publicação para colecionadores. Discordo. Por técnica que seja a revista e efetivamente o é o propósito da Magnum não é servir, apenas, aos profissionais das categorias do serviço público dotadas de autorização legal para possuir e portar armas de fogo por razões de ordem funcional. O objetivo dela é contribuir para a formação de uma cultura de armas no Brasil, preservando, destarte, em última análise, o espírito combativo nacional. Trata-se de valor imaterial absolutamente necessário aos interesses da Pátria, que se cultiva, sim, nas Forças Militares, mas nelas não se pode esgotar, visto ser impossível que todos os cidadãos brasileiros pertençam aos quadros castrenses ou, ao menos, recebam, em alguma parte de suas vidas, treinamento militar, tanto em sentido estrito como em sua acepção de instilação de princípios de patriotismo armado.
Ademais, basta examinar-se os arquivos para constatar-se que, desde a gênese da publicação, época em que já se apreseritavam ameaças primordiais contra o direito às armas, os idealizadores da Magnum formaram, irretorquivelmente, com os que lutavam pelo direito das pessoas de bem à legítima defesa. Prova cabal disso é o editorial da edição inaugural da revista, de julho de 1986 (página 3), reforçado, às páginas 8 e 9, por matéria jurídica elucidativa a respeito do instituto da legítima defesa na legislação brasileira, de autoria de Cid Vieira de Souza Filho.
Na época da tramitação do projeto que se converteu na lei federal nº 9.437/1997 (o primeiro estatuto do desarmamento, se bem que assim não fosse chamado), a posição editorial da Magnum pautou-se contra a iniciativa, o que se repetiu, ainda com maior combatividade, na época de tramitação do projeto de lei que resultou na atual draconiana lei 10.826/2003 e, principalmente, na vitoriosa campanha do Referendo de 2005.
O fato é que a publicação sempre sofreu, por causa de sua clara posição a favor das pessoas de bem, uma solerte campanha das poderosas forças desarmamentistas, encasteladas no governo central, no Legislativo, no Judiciário e na grande mídia. No ventre dessa campanha, a tática nuclear é sufocar a revista, por meio da supressão do indispensável oxigênio financeiro. Isso se faz pelo método habitual: a demonização das armas de fogo, que enfraquece todas as iniciativas empresariais na área, seja no segmento da indústria ou dos serviços, impedindo a formação de um vigoroso mercado civil. E, por corolário, cortando o fluxo de receita publicitária para a revista.
Teria vida fácil a Magnum se, desde o início de sua trajetória, a par de demonstrar sua excelência técnica, encampasse a tese de que armas de fogo, produzidas no Brasil ou importadas, devem ser destinadas exclusivamente aos arsenais policiais e militares e, quando muito, à posse individual dos membros de tais instituições e de outras carreiras de Estado, conforme as respectivas necessidades funcionais. Haveria poucos leitores entre os cidadãos comuns, ou, no máximo uma legião frustrada deles. Mas fluiriam as verbas fáceis e fartas das empresas estatais e sociedades de economia mista, notadamente da União. Em cada edição, ver-se-iam páginas e páginas de publicidade delas, pagas a bom preço. Não haveria crise. A periodicidade mensal, tão desejada, estaria assegurada. O sucesso editorial, garantido. Sucesso de Fausto, a preço de alma imortal, pois o maligno sempre acaba por cobrar a fatura.
Os idealizadores de Magnum, seus sucessores e colaboradores, há trinta anos, recusam vender suas almas. Pagam o preço do cansaço, do desalento e da incompreensão. Não obstante, seguem em marcha. Somente a pertinácia própria dos bons empreendedores mantém-nos na liça, a travar, sem temor e sem repouso, o Bom Combate.
Cel. PAES DE LIRA
Presidente da Associação Brasileira Pela Legitima Defesa Ex-Comandante do Policiamento Metropolitano de São Paulo
Ex-Deputado Federal

Índice

Índice da Edição
8
Pistola S&W VictoryTestes
Por Lincoln TendlerLançamento da Smith & Wesson em calibre .22
16
Arco, História e EvoluçãoArqueria
Por Sebastian Carlos MurioniDetalhe dos arcos, como eram e como são feitos, quais as suas categorias
22
Magnum 30 Anos!Especial
Por Caio Wolff BavaComeça um longo brinde aos 30 primeiros anos da revista
26
AK-74Testes
Por Lincoln Tendler / Rodrigo ToledoDe dimensões reduzidas, tem importante papel em ações de adentramento e CQB
34
Jade ProTiro de Pressão
Por Nelson L. de FariaA nova carabina de pressão da CBC
40
Ruger New Model Super BlackhawkApresentação
Por Caio Wolff BavaMagnum .44 de ação simples num peculiaríssimo comprimento de cano
48
Pólvora NegraRecarga de Munições
Por Eng. Creso M. ZanottaMelhorando seus conhecimentos sobre pólvoras

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