Editorial
EDIÇÃO ESPECIAL DE COLECIONADOR
Série LUGERS
Imorredouro objeto de desejo, quase sempre considerado como possuidor de uma qualidade muito acima do real, a Luger apresenta um visual belíssimo, o qual conduz diretamente o observador à noção de extrema ergonomia: suas linhas puras e o “balanço” de seus elementos de composição fazem dela uma verdadeira obra de arte no que concerne à aparência.
No que tange a tolerâncias mecânicas, pode-se afirmar que a precisão foi um dos fatores levados em conta desde os primórdios do projeto. Contudo, tal fator positivo pode vir a tornar-se um “tiro pela culatra” quando se considera que, devido a tal precisão, a Luger não perdoa: ela precisa de munição que obedeça ao fator citado, ou seja, nem mais fraca (o que pode ocasionar falhas de ciclagem/volta em bateria) nem muito mais forte (poderia provocar problemas estruturais após um grande número de disparos).
Apesar de ser uma evolução direta da Borchardt (reconhecida pela esmagadora maioria dos Historiadores como sendo a primeira pistola semiautomática do mundo), nossa enfocada é considerada por muitos como de autoria única do Projetista Georg Luger (1849-1923), de origem austríaca, em 1898, quando trabalhava como Engenheiro na indústria DWM - Deutsche Waffen und Munitionen. Sua nomenclatura inicial era Parabellum, mas ela entrou definitivamente para a História como Luger; e daí para os filmes de guerra como um ícone que nos faz, automaticamente, imaginá-la nas mãos de um Oficial prussiano da 1ª Guerra Mundial ou de um Soldado da Wehrmacht durante o conflito de 1939 - 1945.
Tendo sido produzida por cinco fabricantes alemães (DWM, Erfurt, Krieghoff, Mauser e Simson) de modo contínuo quase até o fim da 2ª Guerra Mundial, alcançou a nada modesta marca de mais de quatro milhões de exemplares em mais de uma centena de versões diferentes. Foi, ainda, Arma Curta de dotação em diversos países (Brasil, Bulgária, Estônia, Holanda, Portugal, Rússia e Suíça, entre outros), tendo ainda sido produzida sob licença fora da Alemanha, notadamente na Suíça.
Com dois Modelos de cano mais longo e alça de mira “otimista”, foi adotada pela Marinha e pela Infantaria Alemãs, não fazendo má figura no tiro a distâncias maiores, porém nunca tendo sido considerada como de extrema precisão.
É tida até os dias de hoje como uma das mais conhecidas Armas Curtas já produzidas; e com fãs nos cinco continentes - razão pela qual resolvemos editar esta Edição Especial exclusivamente dedicada a ela e recheada com diversos artigos que, ao longo dos anos, fizeram a alegria da maioria de nossos fiéis Seguidores (notadamente aqueles que têm especial apreço por esta legítima representante da fina engenharia alemã).
Assim, convidamos o Leitor, desde já, a mergulhar nesta interessante coletânea de matérias que têm como objeto principal a Luger e algumas de suas variações & segredos, fazendo votos de que tal leitura seja extremamente prazerosa!
Boa leitura!
Os Editores
Índice · 2 páginas
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