Editorial
Lições do Norte...
Em países culturalmente mais evoluídos, o assunto Armas não é de forma alguma considerado tabu. Armas são apenas entendidas como... Armas mesmo!
Mas, como os povos têm identidades culturais diferentes, também o assunto Armas possui diversas abordagens, TANTO DO LADO DEFENSOR QUANTO DO ACUSADOR, AMBOS presume-se sempre recorrendo a expedientes calçados no uso lógico e histórico, ao longo de séculos da existência da maioria dos países.
Nosso país não é diferente em algumas questões, mas no assunto Armas seu passado tem pouco o que exprimir quanto à incorporação histórica das mesmas aos usos e costumes do povo, certamente resquício dos longos anos de colonialismo, ditadura, repressão por que passamos.
Isto, este estado de coisas seculares, gerou grandes acusadores das Armas como sendo elas as causadoras da violência que hoje assola o Brasil. Espremidos dentro de suas próprias mentalidades tacanhas, os modernos inquisidores das Armas brandam manchetes, prenunciam maiores violentações do ser humano brasileiro, etc. e o que é pior, aliciam muitos jovens com seus conceitos ultrapassados.
Certamente uma repetição do passado, estes fatos hoje em dia possuem, matematicamente, maior velocidade de disseminação na comunidade em que vivemos, pois existem atualmente muito mais pessoas, sendo fácil para esses "juízes das Armas" arregimentarem aliados e cúmplices.
Quantas vezes Você que aprecia Armas não ouviu, presenciou ou soube de acaloradas discussões onde estes elementos convergiam para si todas as atenções em sua posição contrária àquilo que acreditamos? Certo, certo, Eles estão fazendo seu papel, defendendo aquilo em que acreditam... Mas, devemos lembrar (e Você certamente se recorda também) que, inclusive filosoficamente, nenhuma questão possui apenas um lado para ser olhado.
Na próxima vez que Você ouvir, presenciar ou souber desse tipo de monólogo festivo, não fique calado: assuma claramente sua posição de defensor das Armas e, utilizando argumentos a seguir discriminados, claramente contraponha-se a ideias ultrapassadas no tocante a Armas e seu uso consciente. Assim, e somente desta maneira, estaremos somando em prol do futuro entendimento das Armas dentro de um conceito moderno, certamente aquele que será vigente, talvez, apenas na época de maturidade de nossos filhos e netos. O importante é irmos fazendo nosso trabalho, defendendo nossas crenças e preparando espíritos, como eles fazem.
Na América do Norte, nos últimos tempos, os anti-Armas já estão começando a perder a batalha que eles mesmos criaram em eras modernas. Sem dúvida, isto está se devendo a um consistente trabalho, feito há mais de 50 anos, por revistas especializadas em "artilharia leve" e ultimamente parece claro que o pessoal amante de Armas de Tio Sam encontrou seu caminho para convencimento das mentes mais empedernidas e "demodés" de seu grande país. Este caminho tem sido a pesquisa em diversos segmentos da grande comunidade norte-americana.
Apresentando resultados que só "assustam" os anti-Armas (que até na mente do povo veem prenúncios de grande violência no futuro), estas pesquisas são argumentações terrivelmente conclusivas para qualquer conversa idiota que teime em marginalizar as Armas, colocando-lhes a pecha de instrumentos do Mal, coisas do demônio, etc., e de mais orientações folclóricas e fantasiosas, típicas de mentes não razoáveis.
Os dados que Você lerá a seguir foram seriamente compilados e extraídos da leitura de mais de 10 anos das principais revistas de Armas dos EUA e configuraram-se como argumentos imbatíveis para contra-argumentar retrógrados anti-Armas tupiniquins. Apenas retratamos a realidade norte-americana por uma questão de respeito para com a poderosa máquina de pesquisa que lá se criou, que se mostrou eficazmente orientadora dos desejos e caminhos de seu democrático povo. Não temos, particularmente, nenhuma outra tendência ou desejo oculto ao mostrarmos esses resultados. O diabo é que os outros povos são menos orientados para a pesquisa do que o norte-americano...
OS MARGINAIS E AS ARMAS
Preocupados com uma real escalada da violência, logo ao início dos anos 80, os políticos e autoridades (tanto anti quanto pro-Armas) autorizaram o Departamento de Justiça norte-americano a entabular uma pesquisa nacional entre os criminosos, tentando descobrir-se como eles pensavam sobre diversos aspectos ligados, direta e indiretamente, ao teor de suas "atividades".
A pesquisa, conduzida por dois cientistas sociais da Universidade de Massachussets, Drs. Wright e Rossi, acabou levando o nome de seus condutores e custou US$ 684.000,00, estando hoje publicada na forma de livro intitulado "Under the Gun: Weapons, Crime and Violence in America" (Aldline, 1983). Seus resultados, note bem, obtidos entre os criminosos encarcerados dos EUA, é cabal e por si só já bastaria para encerrar qualquer discussão, pois mostra o pensamento deles para com as Armas:
88% dos marginais obtêm Armas de fogo, apesar de toda e qualquer restrição legal ou de policiamento,
56% desses criminosos declaram não abordar vítimas que desconfiam estarem armadas,
74% dos bandidos afirmaram evitar adentrarem residências onde sabem estar alguém armado,
57% dos encarcerados declararam temer mais um simples cidadão armado do que a própria máquina policial (!!!),
34% deles revelou como sendo seu maior temor levar um tiro da vítima ou da polícia.
Após a ciência dessa cara e clara pesquisa entre a marginalia norte-americana, seu oponente apenas continuará falando se tiver um semi-nulo poder de compreensão, pois bandido é bandido em qualquer lugar do mundo!
Admitindo que, em sua discussão, Você esteja frente a um verdadeiro radical, apresente-lhe os dados a seguir:
A POLÍCIA E AS ARMAS
A Fundação da Segunda Emenda, entidade norte-americana que salvaguarda os direitos presumidos nessa importante parte da Constituição de Tio Sam, conduziu para o Projeto de Pesquisa e Controle do Crime na América do Norte uma pesquisa entre mais de 6.000 chefes de polícia, "sheriffs" e oficiais policiais até a nível administrativo, sobre como eles viam as armas em poder dos civis. Os resultados de tal pesquisa são absolutamente claros quanto à necessidade de a população estar armada, senão vejamos:
Mais de 76% dos policiais entrevistados declararam que o uso de uma arma por cidadãos ao defender sua pessoa, ou sua família, era algo muito eficaz,
Mais de 86% deles declarou que, caso não estivesse trabalhando no cumprimento da Lei, teria uma arma para sua proteção,
Quase 80% disseram que as atuais leis vigentes sobre armas não aumentaram de maneira alguma o crime em suas áreas!
Ainda dentro da visão policial sobre o crime, temos o Relatório Padrão do Crime, interessante estudo que demandou anos de pesquisas em diversas áreas da América do Norte, a um custo alto, e foi conduzido pelo FBI, ou Bureau Federal de Investigações. Vejam que "pérola" de conversa e que argumento imbatível:
"Conclusões deste Relatório... o crime é maior ou menor em relação às seguintes condições socioeconômicas: densidade populacional, condições meramente econômicas de determinadas comunidades, condições culturais, condições climáticas..."
Existem ainda, mencionadas no citado Relatório, mais 9 aspectos, nenhum deles citando armas como fatores de crime maior ou menor!
Presumindo que Você ainda não tenha convencido o infeliz, aqui estão alguns recentíssimos acontecimentos norte-americanos.
A CORAGEM DA FLÓRIDA
Em 1 de outubro deste ano, entrou em vigor na Flórida uma lei que permite que cada cidadão circule com sua arma. Para a efetivação desse direito civil, basta que o pretendente frequente duas (2) horas de um curso de conhecimento e segurança sobre armas, ministrado pelas próprias lojas que as revendem, pague um imposto anual de US$ 146,00 e deixe suas impressões digitais registradas num arquivo sobre o assunto, localizado em cada bureau policial de bairro.
O porquê da Lei? Muito simples: nos últimos dois anos, os crimes violentos registrados na Flórida aumentaram de uma média de 7.524 para 8.228 a cada 100.000 habitantes, fazendo com que Miami fosse considerada a "capital norte-americana do vício", entre outros apelidos menos pomposos e relativos ao tráfico de drogas. A luta contra essa situação está cada vez mais invadindo as ruas e ferindo ou matando pessoas inocentes. Parabéns, corajoso Governador da Flórida! Ainda tem mais; aqui vai o nocaute ao oponente!
A OBRIGAÇÃO DE TER ARMA(S)...
No ano de 1981, na cidade de Kennasaw, no Estado norte-americano da Georgia, uma lei foi instituída que obrigava que cada adulto tivesse uma arma em seu poder pessoal ou em sua residência! Inicialmente, isto criou uma imensa fúria entre os grupos anti-Armas. Em sua irresponsabilidade, esses grupos favoráveis ao controle máximo das Armas de Fogo fizeram "previsões": muitos cidadãos morreriam por causa dessa Lei e, o que é pior, diziam eles, aqueles que autorizaram a Lei sentir-se-iam responsáveis por essas mortes.
Nada disto aconteceu! Os fatos são que apenas no primeiro ano de vigência dessa Lei, os crimes violentos e assaltos na cidade de Kennasaw diminuíram 86%!
Amigo leitor, se após toda esta argumentação Você não conseguiu convencer a pessoa que se declara naturalmente contra-Armas, o melhor mesmo a fazer é esquecê-la, ela deve ser louca e deve, também, imaginar que está imune a atos violentos e inesperados. Certamente, a vida sedentária das grandes cidades tirou-lhe o instinto de sobrevivência e de defesa. Talvez uma seleção natural para impedir que os ilógicos e idiotas vivam muito tempo...
Os Editores
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