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Edição 09 - Ano 2 - Fevereiro 1988
REGULAR9

Edição 09 - Ano 2 - Fevereiro 1988

fev. de 1988 · 84 páginas

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A edição 9 da Revista Magnum abre com uma aventura que todo caçador sonha: as onças brasileiras — emoção e técnica na caçada ao maior felino das Américas, revelado em detalhes raros. A pistola Beretta 92 SB-F passa pelo banco de testes — a italiana adotada pelos EUA revelando por que venceu a concorrência mais disputada da história. O fuzil SIG suíço é testado com precisão e desconhecimento superados. A Panzer balestra de comandos surge como arma silenciosa e eficaz. O colecionismo ganha uma aula de princípios e conceitos fundamentais para quem quer começar com conhecimento. E um artigo sobre primeiros socorros — três medidas que salvam vidas — encerra a edição com conteúdo que vai muito além das armas. Uma edição que reflete a amplitude de temas que sempre caracterizou a Magnum.

Editorial

Brasil: As Armas no Primeiro Milênio...

"Este verão de 2.500 está realmente muito, muito quente... Ontem discutimos exaustivamente qual deveria ser o Editorial de nossa primeira edição do novo ano, a de número 6.126... mas, a única conclusão a que chegamos é de que simplesmente não haviam fatos marcantes no panorama das Armas nos últimos 30 dias.

Todos foram unânimes, então, de que deveríamos fazer uma retrospectiva do último ano. Fomos mais longe e, inspirando-nos nos quadros dos fundadores de Magnum, agora pendurados em nossa sala de reuniões no 56º andar, decidimos fazer uma retrospectiva dos últimos séculos do primeiro milênio do Brasil no tocante a esse assunto...

O marco inicial do grande desenvolvimento brasileiro no panorama das Armas Leves havia realmente sido a década de 2.010, quando a Colt, a Smith & Wesson, a Remington e tantas outras indústrias de renome internacional haviam aqui se instalado, sem dúvida reflexo da Guerra Atômica, a qual, embora durando menos de 1 dia, havia, simultaneamente, destruído por completo as cidades de Washington e Moscou. Assim, a partir daquele dia verdadeiramente negro para a Humanidade, o próprio ano de 2.003 começou a assistir o êxodo das grandes organizações industriais para países do Terceiro Mundo, que rapidamente se transformou no principal "mundo" econômico da Terra.

Por uma questão de tradição, a Smith & Wesson associou-se à Taurus e, objetivando não perder terreno comercial, a Rossi fundiu-se com a Ruger, sendo ambas as empresas resultantes os embriões daquela que seria hoje a maior estrutura produtora de armas da Terra, a Gun Brazil. Assim, foi por volta de 2.080, com o apoio total da Gun Brazil, que a Magnum passou a ser editada também em inglês.

Finalmente, com a Gun Brazil incorporando a Colt e as imensas estruturas produtoras de munições da Remington e da Winchester, os últimos anos do 1º Novo Século assistiram a, agora, Corporação Magnum incorporar também a revista norte-americana "Guns & Ammo" e, alguns anos mais tarde, os 16 principais títulos sobre Armas Leves de todo o mundo conhecido.

Lá pela metade do 2º Novo Século, as organizações estatais produtoras de Armas da Rússia e dos outros países comunistas juntaram-se e acabaram associando-se à Gun Brazil, quase na mesma ocasião em que a Humanidade descobria que existia vida inteligente, e algo mais adiantada que ela própria, em Júpiter.

Com o banimento de toda e qualquer aplicação não-pacífica da energia atômica, foi que a pólvora dourada ganhou suas maiores pesquisas, ficando então definido pelo CMM - Comitê Militar Mundial que armas atômicas e raios laser só poderiam ser usados no espaço, com o que concordaram os Jupiterianos do 2º segmento, celebrando-se assim o Primeiro Acordo Armamentista Entre Mundos, com a Prova Magnum na Cidade de Vidro, em 2.288. Por tradição, decidiram promover essa competição com munição de cápsula e foi onde esse antigo esporte ganhou nova força.

Sem dúvida, a maior conquista após isso foi a Lei Inter-Mundos nº 53, de 23 de agosto de 2.312, ou 53 minuto do 104º ano Jupiteriano, que obrigou toda pessoa adulta a portar uma Arma de Fogo em seus respectivos planetas, a qual combinou-se com a LIM nº 54 que bania todos os criminosos capturados para as Colônias de Trabalhos Forçados das Estações Orbitais. A Igreja Unificada ainda tentou vetar a pior parte da última lei mas seus esforços foram em vão: os criminosos contumazes e violentos tiveram mesmo seus átomos dissociados e desapareceram para sempre, sendo seus nomes e históricos retirados dos Arquivos da Civilização.

Exatamente 100 anos após a LIM nº 53, a Gun Brazil adquire a Corporação Beretta e, reunindo essa potência europeia que já havia dominado o panorama das Armas Leves na Europa quase um século antes quando associou-se com a Mauser e com a Heckler & Koch, torna-se definitivamente o maior complexo produtor desses artefatos nos mundos conhecidos.

Mas, foi realmente em 2.450, com a recolonização da Lua e as consequentes guerras selenitas entre humanos, que a Pólvora Dourada anexada ao aperfeiçoamento definitivo da Munição Sem Cápsula traria vida nova às Armas Leves. Certamente, os antigos editores de Magnum comparariam este advento àquele da Pólvora sem Fumaça, ou Branca. Aliás, o que se seguiu foi realmente muito parecido, pelos registros que se tem: uma renovação nos esportes do tiro, uma nova visão para com o potencial do novo propelente e uma mudança radical no "design" das Armas de Fogo.

Certamente, eles, os iniciadores de nossa publicação, adorariam ter participado destes anos verdadeiramente dourados que estamos vivendo no panorama das Armas e de seu pleno entendimento..."

OS EDITORES

Os atuais Editores, sem quaisquer poderes mediúnicos de prever o Futuro, gostariam muito que as coisas se processassem da forma acima descrita, sem, eventualmente, a ocorrência de uma Guerra Atômica. Mas, de qualquer maneira, no alvorecer deste ano de 1988, acreditam que o exposto possa realmente acontecer, crendo também que o Brasil tem reais condições de vir a ser uma grande potência na fabricação de Armas Leves, a exemplo do que já começa a ocorrer com Armamento Pesado, onde, segundo as últimas pesquisas, ocupamos o 5º lugar no mundo.

Deixando a verve redacional e futurística de lado, igualmente qualquer ideia paranormal, é nossa opinião que o que foi descrito pode perfeitamente ocorrer desde que tenhamos cuidado em nossos passos e que desloquemos cada atitude pessimista com relação a Armas para os benefícios de sua aplicação sadia: uso consciente.

Afinal, queremos mesmo um dia ser lembrados pelo que estamos construindo com a atual Revista Magnum...

Índice

Índice da Edição
6
As Onças BrasileirasCaça
Por Eduardo Eiras MachadoEmoção e técnica na caçada.
10
Panzer: uma Balestra de ComandosEspecial
Por Corina de AssisSilenciosa arma militar.
14
Alguns Princípios e Conceitos do ColecionismoColeção
Por Laércio Gazinhato"Dicas" e fundamentos para iniciar.
18
Rossi Overland Calibre 12Apresentação
Por Carlos Arnaldo N.S. ParesDo Oeste até nós!
22
A "Águia" de GaetaCutelaria
Por Sílvio TarettoUma "alta" faca de sobrevivência.
26
Beretta 92 SB-FApresentação
Por Steve Hackett, Jr.A italiana adotada pelos EUA.
30
SIG: um Fuzil de Assalto SuíçoTeste
Por Armando A. Ayres NettoPrecisão e desconhecimento.
54
Pólvora Negra no BrasilEspecial
Por Laércio Gazinhato e José Joaquim D'Andrea MathiasA volta ao passado!
58
Revólveres Nacionais para Tiro ao AlvoTeste
Por Silvio TarettoDisputa em 6 polegadas.
62
Primeiros SocorrosEspecial
Por Luiz Cláudio M. Tranin3 medidas que salvam vidas.

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