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Edição 36 - Ano 6 - Dezembro/1994 Janeiro 1994
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Edição 36 - Ano 6 - Dezembro/1994 Janeiro 1994

dez. de 1994 · 100 páginas

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A edição 36 da Revista Magnum celebra com estilo o retorno da grande marca Smith e Wesson ao mercado brasileiro — e a revista estava lá, com o teste completo. O Ruger Vaquero passa pelo banco de testes unindo o design clássico à robustez moderna que o mercado cowboy exige. As munições CBC ganham novos projéteis especialmente desenvolvidos para o tiro esportivo. A Copa Taurus de Tiro Prático é apresentada como exemplo da iniciativa privada no esporte. Velodogs — o forte modismo europeu de um século atrás — são apresentados como objetos de coleção fascinantes. A Walther PP é testada nas clássicas como a mãe das semiautos compactas modernas. E entrevistas com o presidente da Smith e Wesson e com uma jovem delegada completam uma edição marcante.

Editorial

O Sucesso Que Incomoda

Infelizmente, o sucesso de Magnum incomoda muita gente... E quem são estas pessoas? A nosso ver são pela ordem: 1) os que têm medo da modernidade; 2) os frustrados, que por motivos vários não conseguem bem editar algo similar; 3) aqueles que ainda professam o velhíssimo jogo do "é dando que se recebe" (que, por incrível que possa parecer, também existe, e muito, no mundo nacional das Armas & Munições) e 4) os galatos ou, como preferimos chamar: "inocentes inúteis" que entram no seríssimo mundo da informação técnica especializada para, com sensacionalismo, divulgar somente preferências particulares, conceitos espúrios, outros não devidamente embasados ou até mesmo tentando transformarem-se, da noite para o dia, em ídolos do segmento.

A direção de Magnum não se importa, em absoluto, com tais tipos, suas tentativas ou anseios. Ela respeita todas as posições, desde que lógicas, inteligentes e apolíticas, mas respeita muito mais e principalmente o grande público brasileiro que aprecia Armas & Munições, este sim total merecedor de toda a atenção porque foi, e é, aquele que trouxe, e traz, o imenso sucesso e credibilidade que a revista hoje tem.

Magnum, senhores, não nasceu com outros objetivos senão os de levar conhecimento, técnica e atualização em Armas & Munições ao aficionado nacional. A publicação nasceu pelas mãos de homens de marketing e comunicação, de há muito antes de seu evento já profundamente envolvidos com a importante busca da real qualidade que todo produto deve ter para ser considerado bom.

Nestes 7 sete anos de atividades ininterruptas, 1 de extenso planejamento e mais 6 de efetiva edição da revista, Magnum tomou-se porta-voz dos apreciadores nacionais de Armas & Munições e nunca enganou seus leitores ou tentou, de alguma forma, manobrá-los. Ela sempre propiciou, verdadeiramente, o que as pessoas pagam com prazer para ter: informação realmente profunda, pesquisada e de ponta. E, o que é melhor, dentro de alta qualidade gráfica e, como convém a qualquer veículo verdadeiramente técnico e especializado, sem ser político.

A junção de todos esses fatores é que construiu e consolidou a imensa credibilidade de Magnum, gerando uma grande tiragem, com excelentes índices de venda em todo o território nacional, alguns países da América do Sul e em Portugal. Esta é a grande lição que ela, gratuitamente, hoje pode oferecer a todos os que desejam publicar algo dentro do mesmo tema: preocupem-se em verdadeiramente informar, abrir novos caminhos, ter profundidade, extrema técnica, qualidade e agir de forma apolítica.

Há gente que edita coisas que não levam a nada e, ao contrário do que supõem essas pessoas, quem as lê rapidamente dá-se conta de que foi enganado.

Atualmente, o amante nacional das Armas & Munições está sendo alvo de uma série de publicações menores que pouco ou nada fazem para tornarem-se maiores. Isto, sinceramente, nos entristece sobremaneira, pois Magnum não tem, ainda, de fato e de direito, uma digna parceira para auxiliá-la na tarefa maior que é, justamente, bem divulgar nosso segmento e sua seriedade.

Ao contrário dessa gente, Magnum sempre lutou, e lutará, duramente para realmente mudar alguma coisa no triste panorama nacional das Armas & Munições, onde leis estranhas e atitudes idiotas continuam sendo desenvolvidas por falsos conhecedores da matéria. Com verdadeira tristeza notamos que a maioria dessas pequenas publicações continua com amadorismos e, o que é muito pior, agora trilha um perigoso caminho político e de hipocrisia.

Você, leitor de Magnum, deve fazer questão de conhecê-las, lendo-as atentamente e comparando-as com nossa publicação. Não apenas as folheie; leia-as de cabo a rabo e analise-as em detalhes, observando o grau técnico e redacional de seus articulistas, etc., a fim de buscar o que elas se propõem a oferecer, que deveria ser informação verdadeira, profunda, apresentada de forma técnica e desprovida de partidarismos ou tendências. O mais importante, entretanto, é após a leitura das mesmas tecer comentários, críticas e análises e enviá-las aos editores, como fazem conosco.

Cremos que esta atitude por parte de nossos leitores realmente despertará essa gente e mostrará, definitivamente, que os hipócritas políticos nacionais do passado ligados a Armas & Munições apenas conseguiram mesmo complicar as coisas com leis descabidas, normas claustrofóbicas e prévia desconfiança dos cidadãos brasileiros e honestos que apreciam esses itens.

Mais do que isto, cremos que uma postura bem analítica e crítica por parte dos leitores seja sábia e irá mostrar a muito anunciante aonde ele está pondo seu dinheiro, bem como poderá, quem sabe, realmente revelar novos e verdadeiros valores, com o que todos ganharemos.

Neste momento, é extremamente importante frisar que Magnum não teme, e nunca temerá, uma digna concorrência com real qualidade, pois desde o princípio seus editores sempre mostraram o quanto acreditam no produto e na verdadeira abertura de caminhos novos e inteligentes para o panorama nacional de Armas & Munições.

A prova irrefutável disto é que sempre tivemos papel, fotos e impressão de primeiríssima qualidade; uma custosa equipe de articulistas nacionais e internacionais de alto gabarito e extremamente especializados e um ágil departamento comercial, sempre de mãos dadas com os anunciantes, fazendo o que é possível para facilitar a divulgação e promoção das empresas do segmento.

Tudo isto, senhores, revela definitivamente a extrema crença que temos no produto Magnum e a plena consciência de nossa missão profissional, presente até nos momentos mais difíceis da economia do país, onde a qualidade e profundidade da publicação não se alterou. E se hoje ela incomoda, mesmo assim, muita gente, isto é também uma prova cabal de seu poder como a maior publicação sul-americana de Armas & Munições, a qual conseguiu abrir definitivamente um duro e corajoso caminho justamente para que as outras pudessem existir.

As batalhas de nossa luta em prol de um Brasil que entenda cada vez mais e melhor de armas de fogo sempre tiveram 3 três vencedores: os consumidores, ou o mercado em si, as empresas do segmento e nós, os homens de comunicação ligados a Armas & Munições. Isto é uma prova de que trilhamos, juntos, um caminho acertado e promissor. E este caminho se fez com a dura, duríssima, voz de Magnum.

Ao longo desses anos, Magnum tornou-se um patrimônio do mercado e apenas conseguiu isto porque sempre exercitou a coerência de não enganar ninguém com falsa polidez ou política, sendo sempre uma dura e clara crítica daquilo que considera ilógico e idiota.

Acreditar que adotando uma postura menos dura pudesse frutificar é total prova de ingenuidade, muitíssima ingenuidade, e desconhecimento de preceitos básicos de marketing e comunicação, muitos dos quais foram, diversas vezes, adotados em situações similares em outros países, tais como ocorrido com publicações especializadas do mesmo segmento nos EUA, França, Espanha e Argentina e frutificaram.

Quando completamos com esta edição nosso 6º ano de publicação ininterrupta e mantendo extrema qualidade sob qualquer aspecto, é necessário afirmar, definitivamente, que o "enfant terrible" em que se transformou Magnum continuará a ser claro, sagaz e duro crítico das atitudes idiotas, ilógicas e hipócritas no mundo nacional das Armas & Munições.

Os "pais" de Magnum são técnicos verdadeiramente apolíticos que não desejam deixar a seus filhos o triste estigma do passado em relação a Armas & Munições e que não levou a nada, conforme verificamos na continuidade de atitudes mesquinhas e falsamente polidas, escondendo, no fundo, grandes desejos de se manobrar um público ávido por informações técnicas, só técnicas, e mudanças inteligentes.

Quem ainda tem o direito de perder um tempo preciosíssimo nessa difícil empreitada de um melhor legado que, imperiosamente, temos o dever de deixar para nossos filhos?

Índice

Índice da Edição
14
.22 LR "Practice" da CBCMunições
Por Eng. Creso M. ZanottaAuxiliando o treinamento de campeões
16
Colt .38 Super AutoTeste
Por Luiz e Lúcio PetraccoClássica em calibre controverso
20
Copa Taurus de Tiro PráticoTiro Esportivo
Por José Joaquim D'Andrea MathiasExemplo da iniciativa privada
24
Empunhaduras de MadeiraMagnum Pesquisa
Por José Carlos SchmatzBeleza e praticidade para Armas Curtas
28
As Melhores Rodgers da Coleção SetianCutelaria
Por Laércio GazinhatoExemplares únicos agora na Argentina
38
Smith & Wesson no BrasilTeste
O retorno da grande marca...
46
O Presidente da Smith & WessonEntrevista
Por Lincoln J. TendlerA visão de um líder de mercado nos EUA
50
VelodogsColeção
Por Laércio GazinhatoForte modismo europeu de outrora
55
18 ExpolâminasCutelaria
Por Laércio GazinhatoSucesso promissor!
56
Armas 93Especial
Por Os EditoresNovidades da Argentina
68
Novos Projéteis para o Tiro EsportivoRecarga de Munições
Por Eng. Creso M. ZanottaMais opções para o atirador nacional
74
O Mauser "Customizado"Especial
Por Cel./R1 Carlos Elberto VellaSaiba como modernizar seu fuzil
80
Ruger VaqueroTeste
Por José Joaquim D'Andrea Mathias e Abel A. DomenechUnindo o clássico ao robusto
85
Walther PPTestando as Clássicas
Por Lincoln J. TendlerA "mãe" das compactas semi-automáticas
88
IV Torneio Brasileiro de Tiro PolicialTiro Esportivo
Por Lincoln J. TendlerA evidência dos bem treinados
92
Dra. Ana Paula de Bem BittencourtEntrevista
Por Dr. Sergio Stross FilhoIdeias modernas numa jovem delegada

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