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Edição 55 - Ano 10 - Novembro/Dezembro 1997
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Edição 55 - Ano 10 - Novembro/Dezembro 1997

nov. de 1997 · 68 páginas

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A edição 55 da Revista Magnum desvenda um mistério histórico fascinante: a Nambu Norinco — uma tecnologia japonesa que poucos conseguiam identificar — tem seus segredos revelados nas páginas da Magnum. A pistola HK em 9mm passa pelo banco de testes num novo calibre para uma semiauto consagrada, confirmando o alto padrão alemão. As armas da Guerra de Canudos ganham destaque numa extensa pesquisa histórica que mergulha num dos episódios mais intensos da história brasileira. A pistola BUL M-5, diretamente de Israel para o mundo, é testada com rigor. O BOPE do Rio de Janeiro é apresentado como grupo policial de elite. E o debate sobre porte de arma: crime ou direito? Resposta clara e fundamentada nesta edição.

Editorial

EFEITO ANTIARMA

Como no livro "1984", de George Orwell, o "Grande Irmão" dos anos 90 determinou que a nova geração não deve apreciar Armas de Fogo ou fumar.
Assim, a Imprensa mundial diligentemente tratou de cumprir a determinação da chefia máxima e os jornalistas e outros profissionais de Comunicação estão tentando implantar no jovem moderno as idéias de que ter ou portar uma Arma de Fogo bem como fumar não é, digamos assim, "politicamente correto".
Dentro dos modernos tempos "ecológicos" e de "extremo culto à saúde" isto até poderia ser entendido como algo salutar. Entretanto, a coisa toda não é tão simples e rósea.
Por trás desse movimento antiarmamentista nas sociedades modernas está uma pura politicagem, daquelas do maior calibre possível, tudo com o único intuito de deixar o cidadão de bem, cada vez mais, à mercê de pretensos governantes que dizem cuidar, zelosamente, da Segurança Pública... Como todos sabemos, esta é a atual balela da maioria deles, de Clinton até o pobre coitado que assumiu a esfacelada Bósnia.
Mas isto, esta Segurança Pública ideal, sabemos, não existe em lugar algum do mundo e tudo por algo muito simples: POLICIAIS RARAMENTE ESTARÃO ONIPRESENTES NAS SITUAÇÕES DE PERIGO DOS CIDADÃOS! Certamente, caso ocorra uma dessas situações de perigo com o cidadão comum também não será um político ou um comunicador que fará o papel de seu defensor Trocando em miúdos: quando situações de perigo ocorrem com o cidadão comum, ele só tem o recurso de sua arma, pois não existirão guarda-costas ou policiais por perto para auxiliá-lo.
Como percebemos, o pobre cidadão comum, esse mesmo que aparece na TV entregando suas armas ou se solidarizando com campanhas antiarmas, é cada vez mais um alvo fácil dos marginais e da violência por eles gerada. Essa situação, mesmo analisada sob a mais fria ótica, infelizmente nos mostra que o moderno cidadão comum tornou-se UM INSTRUMENTO DE SEUS PRÓPRIOS RECEIOS NO TOCANTE A UMA SEGURANÇA PÚBLICA DECENTE, DISSO MUITO HABITUALMENTE APROVEITANDO-SE O POLÍTICO E O COMUNICADOR DOS ANOS 90.
Estas óbvias constatações nos levam a alertá-lo para que, em hipótese alguma, se renda a esses argumentos antiarmas. Lembre-se sempre que essa gente não hesitará em tentar atingi-lo com frases dramáticas, do tipo: "ter arma em casa é perigoso", "já imaginou se o seu filho pegar a sua arma?", "na maioria das vezes, se você reagir a um assalto irá morrer", etc. Obviamente, existe alguma verdade nestas colocações, mas por outro lado não há a mínima decência, ética ou bom senso na exploração sensacionalista que os antiarmas fazem delas para atingir seus propósitos radicais.
Em mãos conscientes, uma Arma de Fogo pode ser a derradeira diferança entre a vida e a morte de um cidadão de bem. Isto, infelizmente, é o que o empedernido antiarmas não consegue entender... até o dia em que ele próprio for alvo da violência que campeia na sociedade moderna. Muito convenientemente, os jornalistas da cidade de São Paulo noticiaram com pouco destaque o caso do juiz antiarmas que teve sua casa invadida por três marginais, foi amarrado e amordaçado para assistir ao estupro simultâneo de sua filha adolescente e da esposa, o que se consumou enquanto a polícia. chamada por um vizinho, não chegava; quando os policiais surgiram e balearam os dois bandidos, libertando a família, as vítimas lhes pediram que executassem os bandidos ali mesmo na residência... Fica a pergunta: "Teria isto que acontecer com cada antiarmas para que ele observasse, definitivamente, que uma Arma de Fogo pode ser a diferença entre tornar-se ou não alvo da violência de seres que já não são mais humanos tamanha sua brutalidade?
Muito provavelmente, estes antiarmas ainda não notaram que se transformaram em instrumentos da ideologia de políticos e comunicadores que apenas disfarçam sua incompetência ou pura falta do que fazer atacando algo ou alguém.
Assim, da próxima vez que você defrontar-se com um desses tipos, peça para que ele reflita o quanto de verdade existe naquilo que está apregoando; peça-lhe para que medite sobre sua própria segurança quando todos sabemos que a verdadeira Segurança Pública já não existe e ele tem que pensar numa Arma de Fogo como um instrumento, como alguém pensa numa chave de fenda quando tem que desaparafusar..
Tem-se a estatística dos "defeitos" da Arma de Fogo na sociedade moderna, mas não se tem números sobre os efeitos dela como instrumentos que preservaram a vida e a integridade humanas.

Índice

Índice da Edição
10
Porte de Arma: Crime ou Direito?Especial
Por Dr. Amaury de Lima e SouzaExplicando mais um pouco a nova lei das armas
14
O Mistério da Nambu NorincoColeção
Por Aurélio M. G. de AbreuDesvendando uma tecnologia japonesa
20
Heckler & Koch 9 mm PTeste
Por Lincoln J. TendlerUm novo calibre para uma semi-automática consagrada
26
Armas da Guerra de CanudosEspecial
Por Aldo BarbieriUma extensa pesquisa traz mais cultura
34
Pistola BUL M-5Teste
Por Jean-Louis CourtoisDiretamente de Israel para o mundo
40
Revólver Smith & Wesson 625Teste
Por Hélio Barreiros JúniorUm clássico extremamente renovado
48
Marcas de Prova MilitaresMagnum Pesquisa
Por Eng. Creso M. ZanottaO final de uma série de sucesso
54
BOPETrabalho Policial
Por Lincoln J. TendlerUm grupo policial de elite do Rio de Janeiro

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