Editorial
POR GOSTO, POR ATAVISMO, POR JAVALIS E PELA LEGÍTIMA DEFESA
Digamos por nós, colecionadores, atiradores, profissionais de segurança, amantes das armas, caçadores brasileiros, digamos por nós mesmos: Não queremos armas para atirar em alguém. Aliás, ninguém. Acreditamos que, embora armas tenham sim sido criadas também para esse efeito, não é o que buscamos, mesmo em estado de guerra onde a condição de autopreservação é efervescente.
Queremos ter armas porque simplesmente gostamos de armas de fogo. Por gostar de desenho industrial e admirar a indústria de transformação e os "mistérios vulcânicos" da metalurgia. Porque gostamos de história e, justamente por esse gosto, entendemos e acreditamos que homens e armas sejam indissociáveis, sendo indissociáveis também os avanços da humanidade a partir dessa união.
Afetos ao mato, obedientes às normas, queremos com armas caçar javali, também búfalo, amargosa, lebrão, etc. De última hora, queremos comprar aquela espingarda em casa agropecuária, à vizindade dos nossos sítios, ranchos, chácaras e fazendas, e não como quem compra "uma arma", mas sim uma trivial e útil ferramenta de campo. Queremos comprar pólvora e chumbo e escorva nesses armazéns também para que, à mesa da cozinha, depois da ceia, façamos nossas cargas, simples e metódicas, a martelo e soquete.
Talvez queiramos ver rack de arma longa em interior de caminhonete, sobre o vidro traseiro, vendo a partir daí menos roubo de gado. Queremos propriedades rurais herméticas aos invasores de qualquer espécie, quadrúpede ou bípede, e assim queremos também as propriedades urbanas, livres de invasões que não sejam as dos amigos e parentes nos momentos apropriados.
Talvez queiramos poder dar de presente a esses amigos e parentes, queridos e merecedores, uma arma de fogo, sem que precisemos pensar se registro vai permitir ou vai impedir o regalo. Que seja sim operação documentada, porém fluida e viável.
Armas, queremos para dar tiro em latinha, quebrar prato no ar, deitar pepper popper, furar papel e papelão. Ainda que, em legítima defesa, possamos eventualmente ter um outro alvo, tendo arma por instrumento. Uma questão dada a escolhas (Deus nos livre!) cuja premência seja imposta pela vida real, do passado, do presente e do futuro, seguindo, obedecendo sempre a inexigibilidade de conduta diversa.
Os editores
Índice
Índice da Edição
8
Carabina Winchester 9422Magnum Files
Por Caio Wolff BavaQuarenta e quatro anos dum projeto que parece de brinquedo, mas que tem o juízo forte e rijo
14
Smith & Wesson M&P ShieldTestes
Por Lincoln TendlerEm calibre .45 ACP, mas compacta o suficiente para ser uma backup!
20
Tiro & VisãoOrientação
Por Dr. Mauro RabinovitchComo montar os óculos de atirador de forma a atender reais necessidades
26
Arcos HistóricosArqueria
Por Sebastian Carlos MurioniCompetições atuais, mas com um pé (e material) na tradição!
32
Facas Nacionais ColecionáveisCutelaria
Por Caio Wolff BavaFacas de campo: ferramentas (ainda...) acessíveis, relativamente jovens e positivamente colecionáveis
38
Fator Combo — .44-40 WCFCombo
Por Caio Wolff BavaArma curta, arma longa, mesmo calibre
44
Black BartHistória, Personagens e Armas
Por Eng. Creso M. ZanottaO pesadelo da Wells Fargo que, durante anos, assaltou diligências vinte e oito vezes, sem nunca ter disparado um único tiro
48
Magnum 30 AnosEspecial
Por Nelson L. de FariaAs Armas, eu e Magnum
Acesse esta edição
Assine e acesse esta e outras 206 edições. Ou compre apenas esta edição por 30 dias.








