Editorial
Você Quer Isto? Vamos desarmar o Brasil
No início de 1992 intensa campanha publicitária do governo do Estado de São Paulo “inundou” ruas e avenidas das principais cidades com “outdoors” como o acima; as delegacias de polícia com cartazes similares e, em paralelo, se aumentaram as taxas relativas ao registro e obtenção de porte de armas de fogo, tudo demagogicamente objetivando desarmar o cidadão honesto e trabalhador, ao invés dos marginais.
Aqui em São Paulo a coisa toda “acabou numa gigantesca pizza” e a violência urbana continuou; em 1993 o Estado de São Paulo tendo (atenção!) registrado o maior índice de aumento da criminalidade de sua história, em termos percentuais em relação ao total de habitantes, segundo dados da própria Secretaria Estadual de Segurança Pública, extensamente divulgados pelos diários e telejornais.
No Editorial de nossa edição nº 27, intitulado “Carta Aberta ao Governador de São Paulo”, ainda em março de 1992 alertamos para o caráter totalmente inócuo desse tipo de campanha, inclusive abrindo nossas páginas para que o governador de São Paulo, Sr. Luiz Antônio Fleury Filho, do PMDB, contra-argumentasse nossa proposta de uma anistia para com armas de fogo de calibres permitidos e que por diversas razões não têm registro mas estão em mãos de cidadãos honestos. Isto sem nos referirmos ao fato da geração de considerável receita advinda de taxas cobradas para tal finalidade.
Mas, nada, silêncio total... Felizmente, aquele nosso editorial serviu de inspiração para que na Argentina se promovesse o “reempadronamento”, ou recadastramento, de armas de fogo, retirando da ilegalidade, segundo nosso recente conhecimento, quase 3.000.000 delas (para maiores detalhes sobre a iniciativa argentina, leia a cobertura da Feira Armas 93 na edição nº 36).
Ora, o Sr. Fleury é “discípulo” do Sr. Orestes Quércia e, tão bem como ele, aprendeu a exercitar o mesmo tipo de política. Assim, particularmente cremos que o mestre desse tipo de movimento demagógico não se furtará de, caso em posição de maior projeção política, lançar uma campanha nacional com os mesmos discutíveis e inócuos propósitos de desarmamento da população honesta e trabalhadora.
Ainda deve ser bastante notado que alguns dos mais expressivos políticos do PMDB são, em todos os Estados brasileiros, viscerais anti-armas. Enumerar os danos que esses senhores e senhoras trouxeram para os apreciadores das armas de fogo, da caça e dos esportes do tiro, apenas nas 2 (duas) últimas gestões, preencheria algumas páginas de nossa revista, mesmo que utilizássemos um corpo de letra mínimo em sua escrita.
Dessa forma, caso você, leitor, não queira a continuidade ou ampliação desses malefícios em nosso segmento, procure conhecer a real posição de seu candidato a presidente da república e a dos demais membros do partido político ao qual ele pertence.
Apenas sabendo votar é que não teremos no Brasil um odioso Clinton como presidente da república e suas absurdas ideias anti-armas para com honestos pagadores de impostos.
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