Editorial
ELA NAVE VA...
Tempo de eleições. Essa é a hora em que milhões de brasileiros vão às urnas para escolher seus representantes.
Contudo, a maioria esmagadora dos que aí estão concorrendo nem vão lembrar, após serem eleitos, que desempenharão suas novas funções representando alguém — por sinal, uma verdade doída, mas que não pode ser contestada.
Nossa publicação nunca foi política. Politizada, sim. Podemos afirmar, de cadeira, que nunca recomendamos a nossos caros leitores que votassem em fulano ou sicrano, já que a nós não cabe o papel de indicar quem quer que seja, mas sim exigir respostas e ações de qualquer um que consiga, através do voto, chegar aonde seus desígnios o levaram.
Nessa hora em que vemos grande parte dos que desejam se eleger efetuarem promessas que, de antemão, sabem que não serão cumpridas, ressaltamos que a população não aguenta mais servir de vítima nas mãos da marginalidade, a qual, de fato, “manda no pedaço”, pondo e dispondo de nossas vidas como se isso fosse algo de direito deles.
Enquanto futuros governantes realizam debates na mídia televisiva, os bandidos, alheios a quem sobe ou deixa de subir, continuam suas “campanhas”, visando à promoção das drogas, do contrabando e do preenchimento de seus próprios bolsos com o dinheiro deste mesmo povo que não os elege — apenas os sustenta, de uma forma ou de outra.
Curiosamente, todos os candidatos à Presidência da República são, de um modo ou de outro, a favor do desarmamento. Quais seriam as motivações que os levaram a adotar tal tese — a qual só irá favorecer os fora da lei e deixar os pais de família sem direito à legítima defesa no último portal ainda garantido pela Constituição? Estarão eles tentando, como muitos, acreditar que tal sandice representa a salvação da população brasileira? Ou serão eles manipulados por pessoas que representam outros interesses? O mais interessante é que até eles já têm sido vítimas da criminalidade — é só lembrar dos recentes assassinatos de dois prefeitos.
Não sabemos como estão as coisas atualmente no campo do ensino, mas em nosso tempo de escola eram cultuados o civismo, os valores morais, os símbolos de nossa pátria. Será que, hoje em dia, reina sozinha a máxima de Rui Barbosa (“...o homem chega a ter vergonha de ser honesto”)? Nada se faz para reverter tal quadro?
Inércia. Ela nave va...
Gostaríamos que este editorial fosse cheio de esperança, mas, à medida que esses espinhosos tempos continuam presentes, chegamos até a temer que não haja a famosa “luz no fim do túnel”. Gostaríamos ainda que aqueles que desejam fazer parte da elite governamental deste querido e sofrido país levassem em conta os três pilares que sustentam, internamente, qualquer sociedade civilizada do mundo: educação, saúde e segurança pública. Tememos que, quase obrigatoriamente, como em um carro de combate, um dos fatores seja sacrificado em função dos outros, com resultados tão ou mais desastrosos do que os que estamos vivenciando.
Assim, leitor, cuidado na hora de marcar seu precioso voto na urna eletrônica: seu gesto, tal como o dos outros eleitores, poderá estar selando, agora e mais do que nunca, o destino de toda uma nação.
Lembramos ainda aos políticos que as mesmas armas que agora querem nos tirar poderão servir, um dia, para defesa de nossas fronteiras. Afinal, na Suíça e em Israel — países que, curiosamente, apresentam índices de criminalidade quase nulos — cada cidadão tem sua própria arma e é considerado um defensor potencial de sua pátria. Alguém tem que nos explicar esse paradoxo. Com a palavra, os políticos.
CONFIRMA
Índice
Acesse esta edição
Assine e acesse esta e outras 206 edições. Ou compre apenas esta edição por 30 dias.








